Finalidade

Mais do que escrever, gosto de ler o quê escrevo. O motivo é simples, eu mudo e mudo muito rápido, escrevo hoje e amanhã me acho estúpido.

Portanto, escrevo para mim, como um louco que escreve uma carta para ele mesmo e alguém o questiona sobre o quê está escrito, ele responde: Não sei, não recebi ainda!

Este é um diário público, um registro histórico, um raio-X da minha mente num dado momento da História, textos sem pretensões, limitados e um pouco pobre de gramática, mas rico em conteúdo, misturo leigamente algumas das ciências que estudo, misturo algumas linhas de pensamentos que acredito que sejam mais importantes, afinal não estou seguindo uma regra definida.

Caso algum texto contribua para algo, sinta-se em casa, mas saiba que você está na minha cabeça, está me lendo.

Como disse meu amigo e xará Fernando Pessoa: "Não escrevo em português. Escrevo eu mesmo."


quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

A guerra do alfabeto


O “ciclo de vida” de artigos e comentários sobre a geração Y tem se mostrado em seu ápice, o que tem mudado é a proporção de elogios e criticas, pois essa ultima tem se mostrado mais presente nos textos que tenho lido e nas conversas que tenho presenciado.

Como uma regra básica de mercado, se tem demanda tem oferta, ou seja, se tem lideres e organizações que valorizam certas características, pode ter certeza que irá aparecer gente com elas.

Atributos como egocentrismo, vaidade, falta de conhecimento próprio e uma vontade de crescer a qualquer custo não é exclusiva da geração Y, mas somos melhores nisso que nenhuma outra, o que me preocupa é ainda a grande demanda por profissionais que possuem este estilo.

Está na hora de colocar na balança as qualidades e pesa-las, está na hora de avaliar o ROI desse “investimento” e parar de culpar estes marmanjos por serem tão egoístas e começar olhar pra dentro das organizações e ver os lideres da X e Baby Boomers rindo por ver essa geração idiota se de gladiando.

Esses líderes perderam as rédeas! Chega de criticas e elogios e comecem a priorizar a educação desse pessoal novo, forma-los e orienta-los.

Ainda não li em livros de histórias, ainda não ouvi falar de uma geração de lideres tão ruins quanto os atuais X e Baby Boomers, eles deixam esses moleques fazerem o que quiserem e ainda os culpa por serem assim.

Parem de textos ridículos de “benefícios e malefícios de se ter a geração Y em sua empresa” e comecem a se avaliar como lideres.

A Geração Z que se prepare para entrar nesta guerra.

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Ah se o meu fusca falasse!

Não sou fã do fordismo ou taylorismo, alias quero expor essa metodologia sob o olhar de um produto que Ford conhecia bem, um carro.

Apesar de todo empenho em pesquisa e desenvolvimento aplicado após pouco mais de 100 anos desde sua invenção, apesar de toda tecnologia, embaixo de toda aquela lataria e camadas de plásticos, existe o mesmo bom, velho e ultrapassado motor de combustão interna para movimentar todo aquele veiculo.

Vejo a empresa como tendo um conjunto de unidades de negócios, como componentes e elementos de um automóvel, onde cada parte tem sua função e o todo não é o todo se as engrenagens não tiverem alinhadas.
Entendo que cada unidade de negócios como pequenos motores, onde você tem um cilindro, um pistão, duas ou mais válvulas e uma ou mais velas de ignição.

Bem, poderia fazer várias analogias, porém o que me chama a atenção é que apesar de ser um sistema antigo, o funcionamento é da mesma velha forma, que provou ser ineficiente frente ás novas opções que já possuímos.

Esses motores quando novos precisam ser amaciados, ou seja, precisa de baixo atrito com muita lubrificação para que as peças sejam ajustadas, ao contrario do que se pensa, amaciar motor não é em alta rotação, mas em baixa tirando a rebarba aos poucos aumentado a vida útil do motor.

É de responsabilidade do mecânico, ajustar o ponto para que a ignição não se dê antes, tornando assim a combustão ineficiente, não aproveitando toda a potência da explosão. Caso o ponto não seja regulado, a camisa, pistão e velas podem ficar encharcadas ou secas, gerando carbonização, aumentando a emissão de CO2 e não apenas isso, mas aumentando o risco de avançar a abertura de válvulas e colidir com o pistão, caso aconteça, poderá inutilizar todo o conjunto.

Muitos, dependendo do dano troca só a válvula, pois são mais baratas, mas o correto é trocar o conjunto inteiro, é coisa simples, só um descer e subir de pistão e um subir e descer de válvulas, se não tiverem sincronizados, é um motor a menos. Sem mencionar a ação de injetar combustível.

O processo é simples e antigo, mas como é difícil encontrar bons mecânicos.