Finalidade

Mais do que escrever, gosto de ler o quê escrevo. O motivo é simples, eu mudo e mudo muito rápido, escrevo hoje e amanhã me acho estúpido.

Portanto, escrevo para mim, como um louco que escreve uma carta para ele mesmo e alguém o questiona sobre o quê está escrito, ele responde: Não sei, não recebi ainda!

Este é um diário público, um registro histórico, um raio-X da minha mente num dado momento da História, textos sem pretensões, limitados e um pouco pobre de gramática, mas rico em conteúdo, misturo leigamente algumas das ciências que estudo, misturo algumas linhas de pensamentos que acredito que sejam mais importantes, afinal não estou seguindo uma regra definida.

Caso algum texto contribua para algo, sinta-se em casa, mas saiba que você está na minha cabeça, está me lendo.

Como disse meu amigo e xará Fernando Pessoa: "Não escrevo em português. Escrevo eu mesmo."


quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Leões e Ovelhas

Dizia-se na segunda grande guerra que os soldados ingleses eram leões sendo comandados por cordeiros.

Parece mesmo uma frase antiga que não tem ligação nenhuma com o atual momento, afinal nesta época não existem mais pessoas de baixa patente mais compromissadas do que seus lideres, não existem mais pessoas de chão de fabrica mais constantes do que seus encarregados, não existem operários mais abraçados com a causa do que seus gerentes.

Agora sim vivemos em um mundo que os leões tomaram seus devidos lugares, líderes que não enviam mais seus subordinados á frente de batalha sem ferramentas e nenhum preparo e não se responsabilizam pela derrota e as cabeças que rolam.

Nossos líderes leões são superiores, currículo acadêmico perfeito, experientes em suas viagens internacionais, motivados como Narciso a achar feio tudo o que não é espelho, não sabem o que é sacrifício pessoal, orientados pelo resultado do “grupo”, onde amor é um sentimento excluso, homens-maquinas de Chaplin.

Leões hedonistas que não sabem o que é prazer da vida, mas sabem como transformar a vida numa pastagem sub-saariana onde os fortes devoram os mais fracos.

Geração perversa essa minha.

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Querem que me auto-motive!

Razões para trabalhar eu tenho: pagar o aluguel, água, luz, telefone, seguro, prestação do carro, comida, roupas, filhos etc. Entretanto posso fazer isso com renda que me venha de qualquer lugar, não precisa ser em uma empresa especifica.

Lamentável o pensamento de alguns gestores de querer que você se motive, razões não irão faltar, só que esses motivos podem não ter ligação com a missão, ou razão de ser da empresa.

Missões de Vida ou de Empresas não alteram tanto para que em um determinado momento eu descubra que o caminho tomado pela empresa não é o que eu quero para minha vida e vice-versa.

Por isso como qualquer outro relacionamento as expectativas tem que estar bem claras, pois todo desgaste de relacionamento por razões de desalinhamento de “Motivos” é prejudicial tanto para empresa como para o funcionário.

O bom gestor tem o desafio de encontrar no “motivo” do funcionário a matéria-prima para gerar resultado na empresa, tornar a necessidade maslowniana da pessoa o combustível para a produção lucrativa.

Enquanto isso não ocorre o funcionário trabalha apenas o suficiente para não ser mandando embora e o chefe paga apenas o suficiente para não aumentar seus gastos com turnover, assim segue as empresas em seu crescimento abaixo do esperado.