Finalidade

Mais do que escrever, gosto de ler o quê escrevo. O motivo é simples, eu mudo e mudo muito rápido, escrevo hoje e amanhã me acho estúpido.

Portanto, escrevo para mim, como um louco que escreve uma carta para ele mesmo e alguém o questiona sobre o quê está escrito, ele responde: Não sei, não recebi ainda!

Este é um diário público, um registro histórico, um raio-X da minha mente num dado momento da História, textos sem pretensões, limitados e um pouco pobre de gramática, mas rico em conteúdo, misturo leigamente algumas das ciências que estudo, misturo algumas linhas de pensamentos que acredito que sejam mais importantes, afinal não estou seguindo uma regra definida.

Caso algum texto contribua para algo, sinta-se em casa, mas saiba que você está na minha cabeça, está me lendo.

Como disse meu amigo e xará Fernando Pessoa: "Não escrevo em português. Escrevo eu mesmo."


quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Leões e Ovelhas

Dizia-se na segunda grande guerra que os soldados ingleses eram leões sendo comandados por cordeiros.

Parece mesmo uma frase antiga que não tem ligação nenhuma com o atual momento, afinal nesta época não existem mais pessoas de baixa patente mais compromissadas do que seus lideres, não existem mais pessoas de chão de fabrica mais constantes do que seus encarregados, não existem operários mais abraçados com a causa do que seus gerentes.

Agora sim vivemos em um mundo que os leões tomaram seus devidos lugares, líderes que não enviam mais seus subordinados á frente de batalha sem ferramentas e nenhum preparo e não se responsabilizam pela derrota e as cabeças que rolam.

Nossos líderes leões são superiores, currículo acadêmico perfeito, experientes em suas viagens internacionais, motivados como Narciso a achar feio tudo o que não é espelho, não sabem o que é sacrifício pessoal, orientados pelo resultado do “grupo”, onde amor é um sentimento excluso, homens-maquinas de Chaplin.

Leões hedonistas que não sabem o que é prazer da vida, mas sabem como transformar a vida numa pastagem sub-saariana onde os fortes devoram os mais fracos.

Geração perversa essa minha.

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Querem que me auto-motive!

Razões para trabalhar eu tenho: pagar o aluguel, água, luz, telefone, seguro, prestação do carro, comida, roupas, filhos etc. Entretanto posso fazer isso com renda que me venha de qualquer lugar, não precisa ser em uma empresa especifica.

Lamentável o pensamento de alguns gestores de querer que você se motive, razões não irão faltar, só que esses motivos podem não ter ligação com a missão, ou razão de ser da empresa.

Missões de Vida ou de Empresas não alteram tanto para que em um determinado momento eu descubra que o caminho tomado pela empresa não é o que eu quero para minha vida e vice-versa.

Por isso como qualquer outro relacionamento as expectativas tem que estar bem claras, pois todo desgaste de relacionamento por razões de desalinhamento de “Motivos” é prejudicial tanto para empresa como para o funcionário.

O bom gestor tem o desafio de encontrar no “motivo” do funcionário a matéria-prima para gerar resultado na empresa, tornar a necessidade maslowniana da pessoa o combustível para a produção lucrativa.

Enquanto isso não ocorre o funcionário trabalha apenas o suficiente para não ser mandando embora e o chefe paga apenas o suficiente para não aumentar seus gastos com turnover, assim segue as empresas em seu crescimento abaixo do esperado.

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Eu Vejo

Não queria passar a impressão que não sinto.
Na verdade eu mais que sinto, eu vejo.
Vejo de onde você veio.
Vejo aonde você chegou.
Vejo quem você se tornou.
Vejo uma lealdade convicta. Vejo uma meiguice infantil. Vejo o tempo e a vontade te fazendo mais madura e equilibrada. Vejo que os golpes da vida te fizeram melhor. Vejo que dores não tiraram seu sorriso. Vejo que não há dificuldades que não possam ser superadas. Vejo coragem e determinação. Vejo uma amiga. Vejo uma amante. Vejo um exemplo. Vejo que o amargo pode ser doce. Vejo força da fraqueza. Vejo o que Deus pode fazer.

Te admiro muito, foi você que me fez ver que o sucesso não se mede pela posição onde se encontra, mas pelo caminho que você trilhou para chegar lá. Você é meu doce exemplo. 

Te amo Fer e vivo pra isso.

sexta-feira, 25 de março de 2011

A Nova Onda

Certa vez conversando com um amigo, cujo pai é alemão, me disse que o maior medo da nova Alemanha é a volta do nazismo, tanto que no local onde morreu Hitler não há informação sobre ele, hoje funciona um estacionamento, creio que deve ser para não incentivar ou inspirar malucos.
Lembrei disso depois que assisti recentemente a um filme chamado “A Onda”, conta a história baseado em fatos sobre um professor de Ciências Políticas do ensino médio que para ensinar sua classe sobre Autocracia,  utiliza um método  onde ele impõe regras, modo de vestir padrão, saudação peculiar, nome do grupo etc., o nome do grupo era "A Onda" que no começo não gostou da idéia, mas aos poucos foi vendo benefícios em se aliar a um grupo, proteção, igualdade no grupo e coisas assim, porém o grupo começou a usar violência e discriminação para os que não faziam parte da “A Onda”. A Onda fugiu fora do controle do professor o que causou algumas tragédias.

O fato é que o filme mostra jovens que são tão suceptíveis aos ideiais loucos de lideres messiânicos como os da Segunda Grande Guerra, gente ingênua, sem critério e sem valores fundamentados.
Os chamados cabeças fracas não conseguem viver sem um “líder” lhes dizendo o que fazer. Valorizam líderes pelo seu carisma e não pelo seu caráter. 
Um sistema Anárquico nunca teria êxito num país como a Alemanha, se deixar para a consciência de cada um o país não andará.
O Brasil não é diferente, porém não é a disciplina que o atrai, mas as promessas de uma falsa “liberdade controlada” por qualquer outro tipo de líder messiânico.
Fico pensando em que ponto nossos valores estão fundamentados, quem é nossa fonte? Quem define o que devemos fazer?
Porque terceirizamos nossas decisões? Porque nossa esperança e valores estão fundamentados nos outros? Nosso desejo de segurança nos leva a ser controlados por instintos animais, animais capazes de se auto-aniquilar. Gente levados por qualquer Onda.


Quem ou o quê é a sua Onda?

 Afinal são mais perguntas do que resposta.


sexta-feira, 11 de março de 2011

Planejamento natural

Tudo ou quase tudo o que pretendemos fazer planejamos antes, planejamento não é obra de especialista, pelo contrário, até as formigas planejam, desde a quantidade de comida até tempo e espaço para adquiri-las, o planejamento pode ocorrer na sua cabeça como pode ser formalizado, às vezes de forma clara, outras embutidas, mas quase sempre há um, desde as ações que não aparentam ter planejamento nenhum.
Não quero entrar na definição formal do planejamento, mas mostrar a importância dele nas nossas vidas, para planejar com eficácia é necessário saber aonde ir ou o que fazer, traçar a rota, o passo-a-passo pensando em todas as possibilidades e nos imprevistos, comunicar os envolvidos e fazer, sempre revendo as possibilidades e se adequando conforme a necessidade obrigue.
Tão importante quanto planejar é avaliar o resultado das ações, é necessário medir durante e depois da ação se está no caminho almejado, isso pode ser feito mentalmente mesmo, uma retrospectiva e re-exame do que foi feito, na verdade pode incluir uma auto-avaliação nessa consideração.
Esses passos são essenciais para uma tarefa bem sucedida:
Saber o quê fazer → traçar o(s) Caminho(s) → Comunicar os envolvidos → Fazer → Se adequar → Avaliar
É um processo retro-alimentar, uns planejam no papel, outros com eles mesmos, mas o importante é planejar, mesmo sem saber se está planejando mesmo.

quinta-feira, 10 de março de 2011

Ditadura Epistêmica

Alguns líderes têm tanta segurança sobre seu conhecimento que se fecham para receber novas informações e com isso tem pouca flexibilidade para transmiti-las, querem impor seu pacote de sabedoria goela abaixo e normalmente alguém que não absorve é rebelde ou não possui o perfil adequado.
Jean Piaget em sua participação da teoria construtivista, afirmou que para haver conhecimento é necessária a interação do sujeito com o meio, onde ocorre a assimilação e acomodação, que há o contato e o ajuste necessário para a absorção da informação, portanto ninguém é um ser passivo pronto a absorver tudo acabado, o conhecimento é construído com a participação do aprendiz.
Dentro de uma organização há diversos tipos de conhecimentos, ampla variedade de pessoas e vivências onde é possível o aproveitamento da estrutura e a gestão deste conhecimento, ou o direcionamento dele, basta apenas entender sobre esse processo de aprendizado que varia de pessoa para pessoa e como a organização é um organismo vivo, pois há pessoas vivas, o conhecimento do grupo é maior que o conhecimento individual.
Como é difícil o relacionamento com pessoas impositivas, sem maleabilidade para permitir a acomodação do conhecimento em diferentes estruturas cognitivas, em outras palavras, dureza é se relacionar com gente que sabe tudo e querem que você saiba da mesma forma e medida.
Bom é poder divergir na forma de saber, pois depois da agitação gerada por novas informações que se contrapõem a nossa estrutura há a acomodação, o que produz um conhecimento adequado e crescimento para todos.

segunda-feira, 7 de março de 2011

Acaso Raro e Bom

Já ouviu sobre a teoria da terra rara?

"A hipótese da Terra rara estipula que a emergência de vida complexa multicelular (metazoa) na Terra requereu uma combinação improvável de eventos e circunstâncias astrofísicos e geológicos.", ou seja, alguns eventos que sucederam nestes milhares de anos são decisivos para o desenvolvimento da vida como a conhecemos. Cito algumas:

· A terra está numa boa distancia do sol, permite boa temperatura o que favorece a água em estado liquido, que é boa.

· O Sol possui uma boa massa para gerar energia.

· A terra adquiriu massa boa para manter atmosfera

· A terra tem um bom movimento de translação.

· O alinhamento dos planetas é bom, pois protege a terra de meteoros.

· O eixo da terra está inclinado num bom ângulo.

· A distancia da lua em relação a terra é boa, pois causa a dinâmica dos mares.

Se por um acaso, algumas dessas circunstâncias se alterassem, não estávamos aqui, e a probabilidade de esses eventos acontecerem é extremamente raro, não são muitos planetas que gozam do mesmo acaso, por isso a raridade da teoria.

Muito bom termos um Raro Acaso desse cuidando da gente.

Base Informal

Com o crescimento econômico houve uma mudança nas classes sociais, adveio uma nova classe média, a Classe C, um grupo de pessoas que são mais consumidoras de roupas de grifes médias, tem um apreço limitado de arte, comumente vai aos cinemas, se divertem em shoppings centers, têm acesso ás faculdades, geralmente particulares, utilizadores de cartões de crédito e parcelamentos.
Como a grande maioria das pessoas desse grupo saiu da classe pobre da população, onde tinha pouco acesso à educação nos anos inicias e hoje tem curso superior, valoriza em tese a educação de seus filhos, todavia acontece uma terceirização da educação das crianças, dando grande importância para a educação formal e detrimento da educação informal.
A educação formal nada mais é que o processo acadêmico/escolar que passamos, do pré ao nível superior, já a educação informal é o delineamento doméstico da base cosmoviosológica dos infantos, ou seja, o ensino doméstico da realidade do mundo, aquilo que chamamos de ensinar as crianças sobre a vida, coisas que não se aprende na escola.
O sucesso na educação formal dependerá inteiramente das bases da educação informal, ou seja, se há uma valorização da educação em casa, provavelmente a criança se envolverá mais na escola, entretanto apenas aquela conversa de “Menino, quer virar lixeiro? Então vai estudar!” não é o suficiente para tornar essas crianças os homens e mulheres sábios de amanhã (sabedoria, segundo Aristóteles, é a habilidade para agir de maneira acertada, é muito mais que inteligencia ou esperteza, ou seja, vai muito além do que o conhecimento formal pode proporcionar), portanto saber apenas as diversas tecnologias e ciencias não implicará necessariamente na utilizade benéfica para o mundo.
A minha geração é uma com bons conhecimentos formais, porém sem muitas preocupações morais ou éticas, Mark Zuckerberg o fundador do Facebook é um exemplo claro.
Quando meus conhecimentos irão ajudar mais do quê os “pobres lá de casa”? Quando todo meu potencial vai beneficiar mais que eu mesmo? Os heróis dessa geração morrem de overdose, já dizia Cazuza, mas de excesso deles mesmos.
Essa geração Y é egoísta graças ás mamães e papais, pela falta da base de educação informal de qualidade e pode ter certeza que a geração Z vai ser pior.
Eu consegui um curso superior com muita luta, mas para minha filha doutorado não vai ser sonho, vai ser realidade, porém minha preocupação vem em dar as bases para ela se tornar uma sábia e não apenas uma inteligente idiota qualquer.
Em Isaias 7:15 o profeta fala sobre a vinda de Jesus 700 anos antes, ele disse que Jesus comeria manteiga e mel antes de saber sobre o que era certo e errado, ou seja, saberia sobre o que é bom primeiro e depois se exporia ao bem e mal.
Os pais querem expor seus filhos ás malicias e maldades do mundo antes deles saberem diferenciá-los, portanto é preciso uma boa base informal para depois que puderem construir não desmorone seus edifícios.
Lancemos os alicerces da educação em casa. É o que penso.

Instrução doméstica da realidade

Nos últimos anos a educação tem se tornado um tema central em minha vida, minha preocupação com ela vem do crescimento da minha filha e das configurações que o mundo tem tomado. Na pesquisa do IPEA a opinião de divide sobre a situação da educação no Brasil, enquanto para algumas classes e regiões a educação teve melhora, já em outras não e pode até ter piorado.

Vejo hoje uma impossibilidade da educação pública, crianças com 9, 10 anos ou mais com problemas sérios de leitura e aprendizado, não aproveitando sua fase inicial de absorção, cerceando a estrutura básica intelectual e ética.

A questão não é apenas saber ler e escrever, a compreensão do mundo é afetada pelas falhas na educação primária, não se entende o que se lê nem se consegue interpretar o mundo de forma geral, um dos maiores educadores de todos os tempos disse:

“Não basta saber ler que Eva viu a uva. É preciso compreender qual a posição que Eva ocupa no seu contexto social, quem trabalha para produzir a uva e quem lucra com esse trabalho.”

—Paulo Freire, in Educação na Cidade, 1991

Educação é dar opções, é dar o poder da escolha, de julgar e entender quando é julgado, é muito mais profundo que profissionalizar, é ter a sabedoria da decisão, da ciência dos direitos e deveres como ser humano, a educação dá olhos para apreciar o mundo, ouvidos para discernir vozes, narinas para identificar cheiros, sensibilidades para tocar, é a compreensão da realidade, portanto sem ela somos seres vegetativos.

Nossos métodos de Ensino Global têm que ser mais completos do que alfabetização da palavra sem decompô-la ou a simples educação de ciências básicas, tem que englobar as diversas áreas do conhecimento e de sua aplicabilidade, tem que incentivar desde cedo a pesquisa e a preocupação com a solução dos problemas, é mostrar a importância do aprendizado na mudança do mundo. É engajá-los numa causa, que tem que ser a nossa. Está faltando a partir da educação básica o incentivo à pesquisa e desenvolvimento de projetos, identificar os problemas e buscar soluções.

Para isso é preciso ter uma visão precisa da realidade, pois o mundo muda e não basta apenas ver o agora e o superficial, para Eva ver a uva alguém teve que zelar pela vide, para isso teve que conhecer agricultura e neste mundo globalizado precisará saber sobre logística de transporte e armazenagem de materiais perecíveis, sobre agronegócios e comércio exterior, tecnologias quase infinitas, desenvolvimento de pesquisas para a área e a dinâmica de mercado e mais que isso, Eva além de ver a uva, poderá apreciá-la e saboreá-la, admirar seus detalhes e características, desenvolver seu paladar, conhecer a história da uva e o que se pode fazer com ela, colocar todos os seus sentidos na visão da uva, só assim Eva pode ver a uva verdadeiramente.

Educação é o ensino da vida, de como ela tem que ser vivida.

Talvez ache que estou deixando o assunto demais abstruso, porém isso é educação e inicia-se em casa, o primeiro ambiente educacional. A criança desenvolverá aquilo que seus entes de maior importância dão valor, com o intuito da aceitação, portanto se as crianças não gostam de descobrir a realidade (é muito mais que estudar) é por que os que a cercam, ainda não acharam a realidade, portanto a escola é uma extensão da minha casa.

Saiba que educação é mais que ensino de português, matemática e afins, é fornecer várias visões de mundo, não sou professor, por isso falo como pai que deseja que sua filha alce grande vôos.

sexta-feira, 4 de março de 2011

Ah entendi!

É um sentimento diferente que não têm como descrever, desde que a vi pela primeira vez entendi algumas coisas, as loucuras dos poetas fizeram sentidos para mim, me apaixonei de verdade, um sentimento que tomou meu coração, um desejo de abraçar e não soltar mais. Aquela pele macia, tão suave que apenas pode ser tocada com a fina pele do rosto, como se de outra forma maculasse tanta pureza, uma voz que causa tremores no meu peito e remete os meus pensamentos quando dita aquela bendita palavra: Papai! Como em um deslize me vem a mente um relacionamento com Ele, enfim eu entendi, entendi também os profetas, eu entendi Deus.


"Quando Israel era menino, eu o amei, e do Egito chamei o meu filho.


Mas, quanto mais eu o chamava, mais eles se afastavam de mim. Eles ofereceram sacrifícios aos baalins e queimaram incenso os ídolos esculpidos.


Mas fui eu quem ensinou Efraim a andar, tomando-o nos braços; mas eles não perceberam que fui eu quem os curou.


Eu os conduzi com laços de bondade humana e de amor; tirei do seu pescoço o jugo e me inclinei para alimentá-los.”



Ela me ensina coisas que a experiência demorará anos para me proporcionar.



Ágata, obrigado por ser minha filha, é um prazer poder ser seu pai. Vivo para te amar. Você é o maior presente que Deus poderia me dar.


Quem é a Ágata?

Meiga, perspicaz, do contra, inteligentíssima, preguiçosa, empática, meticulosa, carinhosa, chorona como o pai, sociável, tímida e extrovertida assim como o pai e a mãe, bondosa como o próprio nome indica, bela, dramática, esbelta, enxerga VIDA em tudo, mimada, expressiva, tiradora de potoca, sonhadora, rabiscadora de paredes brancas.

É! Essa é a Ágatinha!



Gostaria de deixar registrado o que a Ágata pensa...



Sobre Religião


· Olha Pai! É uma borboleta! (Sobre o Anjo Gabriel na peça de Natal)


· Que horas começa o Show? (Sobre a hora de inicio do culto)


· Então Ele (Deus) não chegou ainda!?!? (Sobre não poder falar alto na “Casa de Deus”, enquanto todos ainda conversavam despreocupadamente)


Sobre Mitos


· Então você é mamãe do papai Noel? (Quando a vovó disse que o presente de natal foi dado pelo papai dela)


· Porque os homens se divertem enquanto as mulheres trabalham? (Sobre ela e a mamãe estarem limpando o quarto e o papai jogando vídeo-game)


Sobre Economia


· Cofrinho!?!?!? (Quando ela vê “qualquer” 50 reais na mesa dando sopa, pergunta balançando o dinheiro)


· Pai, você tem mesmo que ir para o trabalho hoje “comprar” dinheiro??? (Dinheiro é um produto mesmo!!!)


Sobre tamanhos e formas


· Vou crescer e ficar do tamanho do vovô, depois do tamanho da mamãe, depois do papai e depois do tio Uafa! (Sobre o processo de crescimento dela)


· Papai porque você é tão gordinho??? (Sobre o meu processo de crescimento)


· Não posso falar que ele é gordo neh? Ele fica triste! (Falando alto perto de outro gordinho)


Sobre fauna


· Giafa? Giafa? Tio Uafa? (Quando ela viu as semelhanças entre o tio e a Girafa no zoológico)


· Dédo, vai deitar!!! (o vizinho sempre gritava pro cachorro quando fazia muito barulho: "Tobby, vai deitar!", Quando o Dédo chegava bêbado e fazia bagunça, a Ágata dava um gritão)



Sobre esportes


· Vovô vamos jogar cutibol???


· Porque gosto da cor rosa!!! (Questionada por que torcia para o São Paulo)

Mas que droga é essa?

Li recentemente um livro titulado “O CRISTIANISMO É BOM PARA O MUNDO?” um debate entre Douglas Wilson, um apologista guerrilheiro e Christopher Hitchens, um ateu militante, a discussão é puramente acadêmica sem profundidade espiritual.

Tenho procurado um ateu convicto que realmente entende que Deus não é o cristianismo e vice-versa, inocência minha, pois se a esmagadora maioria dos cristãos não sabe como um ateu vai saber?

O cristianismo criou mais ateus do que as aparentes “faltas de provas” da existência de Deus. Desde Bill Maher a Nietzsche, ateus resultado do cristianismo, sabe por quê?

Ainda se pensa que há porta-vozes oficiais de Deus.

Ainda se pensa que não se pode questionar os “lideres”, independente das maluquices.

Ainda se pensa que o templo é a Casa de Deus.

Ainda se pensa que o Reino de Deus é a/ou está na igreja.

Ainda se pensa que igreja é IGREJA ou o Corpo de Cristo.

Ainda se pensa que a Bíblia, apenas os estudados pode entender.

Ainda se pensa que a Bíblia pode ser interpretada independente de Jesus como chave hermenêutica

Ainda se pensa que o programa de igreja é Obra de Deus.

Ainda se pensa que o agir de Deus depende da nossa boa vontade, como se Ele precisasse de nós.

Ainda se pensa que o sacrifício de Cristo não é suficiente, precisa “fazer algo”.

Ainda se pensa que Cristo não levou consigo todas as maldições.

Ainda se pensa que o pecado é mais poderoso que a Graça.

Ainda se pensa que os ditames eclesiásticos é Lei.

Ainda se pensa que autoridade espiritual é cargo na igreja.

Ainda se pensa que “desviado” é quem não freqüenta os cultos.

Ainda se pensa que os filhos do inferno são os não-religiosos.

Ainda se pensa que Deus aprova a Barganha.

Ainda se pensa que inferno é só um lugar e não um estado de ser.

Ainda se pensa que é tarefa humana separar o joio do trigo.

Ainda se pensa que servir a Deus é ter funções dentro da igreja.

Ainda se pensa que o “mundo” são as pessoas e não o sistema.

Ainda se pensa que o importante é se pensar pouco.

Ainda se pensa como o sistema pensa, sem novas percepções econômicas, políticas e sociais.

Ainda se pensa que possuem toda a verdade, estando desta forma longe da Verdade.

Ainda se pensa que os fins justificam os meios.

Ainda se pensar que adorar é ficar cantando e elogiando e não viver de acordo.

Ainda se pensa que Evangelizar é proselitismo.

Ainda se pensa que estão apregoando a mesma mensagem de Jesus.

Apóio a reformulação das bases do que os cristãos acreditam e pensam, pois mostra a incoerência com as premissas básicas de Jesus, que não fundou o cristianismo, mas uma forma de viver. Quanto à pergunta do livro: Desculpa, mas se fosse apenas Jesus, pode ter certeza que a história seria diferente.

Deus é um Bêbado

Don Richardson, no livro Fator Melquisedeque, expõe a influência de Deus nas culturas de povos e nações pagãs ao longo da História.

Para quem não conhece Melquisedeque, Rei de Salém era sacerdote do Altíssimo, um tipo de Cristo, pois não tinha ascendência nem origem.

Era um sacerdócio livre de genealogia e de limites humanos.

Nosso trabalho é enxergá-lo em qualquer lugar que Ele pôde ter deixado Sua Marca, independente do lugar.

Leia esse texto que transcrevi do site do Pava:

Quando nós louvamos a Deus, de acordo com Dionísio, nós começamos com nomes tirados das coisas mais altas, mais divinas: unidade, trindade, bondade, beleza. Mas não há muitos deles, e quanto mais você pensa neles, mais você se dá conta de que, bem, quando se trata de dizer tudo o que há para se dizer sobre Deus, eles não servem muito bem. Então você segue para o próximo nível da existência, onde tem mais nomes e tenta: Deus é um pai, Deus é um Rei, Deus é Senhor, Deus é um pastor, Deus é um servo.

Você poderia prosseguir assim por um tanto de tempo, mas eventualmente vai se dar conta que ainda não é bem suficiente. Então você prossegue falando, louvando a Deus com ainda mais palavras, abrindo a rede do seu louvor até que ele abranja toda a criação, e você se dá conta de que para nomear Deus, para descrevê-lo completamente, você teria que usar todas as palavras que existem; você teria que achá-lo em cada coisa criada: Deus é como um ornitorrinco; Deus é como um lápis; Deus é como uma supernova; Deus é como uma baleia.

Mas você não pode só usar as coisas que são obviamente cool, ou bonitas, ou legais: tudo na criação inteira reflete Deus de alguma forma, e se você quiser fazer o trabalho de nomear Deus integralmente, você tem que ir a lugares menos respeitáveis. Dionísio disse que Deus se ira, que Deus fala palavrão; que Deus se entristece; que Deus dorme e acorda; que Deus se veste com roupas requintadas; Deus é um bêbado; Deus está de ressaca.

Desconfortável, não? Mas aí é que tá: se você não consegue ver algo de Deus nem mesmo na embriaguez, você não está olhando bem o suficiente. Se você está satisfeito em ir à igreja e a cantar as mesmas cinco músicas toda semana, sobre como Deus é Pai, Rei, Pastor, e todos aqueles outros clichês, você não está louvando o suficiente. Se você realmente quer saber quem Deus é, diz Dionísio, você tem que encontrá-lo em todo lugar. Em todo lugar.

Isto, que me impressiona, é um dos melhores argumentos para o conservadorismo, e para preservar culturas e línguas minoritárias. Quando o último Dodô morrer, perderemos uma oportunidade ímpar de compreender quem Deus é. Quando a última pessoa que fala Gaélico morrer, nunca seremos capazes de ver Deus através dos olhos de um Gaelicófono nativo.

Mas é também um ânimo dar boas-vindas à mudança e incentivar inovação: uma nova raça de cachorro significa um novo nome para Deus; nasce o iPod e com ele um novo olhar para o Criador de todas as coisas. Deus está em todo lugar: cultura alta, cultura baixa, animais em extinção, espécies invasivas. Se você não consegue vê-lo, você provavelmente não está olhando bem o suficiente. Deus é um bêbado.

Fonte: http://pavablog.blogspot.com/2010/03/deus-e-um-bebado.html

quinta-feira, 3 de março de 2011

Dá até pra ver o fundo do copo

Difícil encher um copo já cheio, disse a líder Na'vi ao rapaz do filme Avatar, bom é ter o copo vazio, pois quem enche sabe a medida e a qualidade da água, mas como é difícil se esvaziar.

Quem vai reformar sabe como é complexo, é complicado pegar um trabalho em andamento e mudar as regras, mais fácil é começar do zero.

Jesus disse para nos encher dEle, mas cabe Ele em nós? Nossas mentes estão tão cheias de pré-conceitos, formas, métodos e verdades que caberá um novo paradigma?

Disse Nietzsche “As convicções são inimigas mais perigosas da verdade do que as mentiras”.

A nossa certeza da verdade é inimiga da Verdade profunda.

Por isso Jesus disse: Em verdade vos digo que, se não vos converterdes e não vos fizerdes como crianças, de modo algum entrareis no reino dos céus.

Criança é aberta a uma nova constuição, tem uma capacidade enorme de absorção e aprendizado.

É necessário uma nova forma de ver, para isso precisamos desconstruir, desaprender, voltar à estaca zero, mas para quê desconstruir? Para evoluir.

Durante a vida construímos muitos conceitos que nos moldam e guiam, podendo nos levar ao sucesso como para o fracasso, todavia grande parte do nosso entendimento precisa se desenvolver, mudar ou ser simplesmente eliminado para que nasça outro no lugar.

Estou ouvindo o barulho de mudança, desconstrua-se ou torne-se obsoleto!

quarta-feira, 2 de março de 2011

Eu sou a Videira

No Evangelho segundo João capitulo 15, Jesus disse que era a Videira Verdadeira.

João escreveu diversas vezes o pronunciamento de Jesus sobre Ele mesmo, Ele sabia quem era, não apenas isso, Ele sabia sua verdadeira essência, você pergunta para alguém quem é, ele responde indicando a função ou profissão, ou nome e idade, se insistir na pergunta ele vai te fazer um texto enorme sobre quem é, igual ao que escrevi no QUEM SOU EU. Rsrs.

Jesus resumia em duas ou três palavras quem era e o que veio fazer, me impressiona seu autoconhecimento, interessante é Alguém se conhecer tão bem, fazendo várias afirmativas sobre si e os outros como nós O conhecermos tão pouco e a nós mesmos menos ainda.

Se Ele realmente é o quê diz que ser, então não posso mais viver da mesma forma, se Ele é a Videira Verdadeira e nós os ramos, não podendo sub-existir sem estar ligado ao tronco, então esse sou eu, o Ramo, dependente da seiva da videira para existir e produzir.

Ele diz que o Pai é o agricultor que cuida, limpa e poda, se necessário corta e lança fora. Um Ramo não consegue produzir por si mesmo, depende da vide e dos cuidados do lavrador, pois por mais que o ramo tenha força se ele não for podado no tempo certo, não produz.

Ramo, se você estiver ligado à vide, então se acalme, o agricultor cuidará e te limpará, te sangrará como se sangra a vide para que produza, e a Seiva fluirá com toda a força e o resultado será apenas as boas uvas da estirpe da arvore.

Simples e Profundo como toda Verdade.

Escreva um filho, Plante um livro e Tenha uma árvore

Essa frase é célebre, não é bem essa frase, mas a ordem dos fatores não... Deixa pra lá, você entendeu.

Há muitas interpretações dela, segundo alguns ter um filho, escrever um livro e plantar uma árvore não requerem habilidades especiais, o quê seria mais difícil seria evitar filhos, ler um livro e derrubar uma árvore principalmente em São Paulo, não as acham.

Estranho que parece até simplória essas exigências de vida completa, entretanto com o desenrolar da vida tenho aprendido a valorizar essas coisas que não requerem habilidades especiais.

Cada uma dessas tarefas tem algumas pré-requisições assim como exigências posteriores à sua realização, que nos mostra claramente a sua essencialidade para o sucesso de muitos dos nossos empreendimentos durante nossa vida.

Maturidade – É necessária certa idade para poder fazer qualquer uma das tarefas, indo desde plantar uma árvore, que exige pouca idade, até escrever um livro que demanda um pouco mais, a maturidade é uma exigência que se aplica em maior medida depois da realização do ato.

Preparação – Qualquer um dos três é possível fazer descompromissadamente, mas não estou falando de relaxo, portanto para que cada uma das três tarefas frutifique é necessário planejar antes.

Amor – Quaisquer das tarefas irão exigir amor, desprendimento, zelo para fazer aquilo, uns em menor grau e outro praticamente exigindo tudo de você.

Paciência – Tanto na preparação como posteriormente.

Compromisso – A questão não é apenas plantar, transar ou escrever, é necessário a responsabilidade sobre nossas ações, regar, alimentar, editar etc.

Posso escrever outros, mas como não estou falando nada de novo, você pode continuar a lista por si só, isso foi apenas para dizer que:

Para qualquer empreendimento de sucesso, serão indispensáveis os mesmos requisitos para se Ter um Filho, Plantar uma Árvore e Escrever um Livro.

O Tudo É Uma Coisa Só

Tenho uma imensa dificuldade para definir em qual campo do conhecimento se enquadra o quê penso e os textos que escrevo, alguns podem pensar que como não sou especialista ou cientista, o quê penso não tem ordem e é aleatório mesmo, mas saiba que é inteiramente intencional.

Já disse o Teatro Mágico “Se tudo que eu preciso se parece, Por que é que não se junta tudo numa coisa só?”

O pensamento Grego de dicotomizar tudo, o maniqueísmo de bem e mal, horrível e belo etc., não expressa a complexidade da Vida. A Vida não é uma análise, mas uma síntese, une tese e antítese, o caos e a ordem de forma conjunta e colaborativa.

Se no Universo habita o caos e a ordem, é porque representa puramente a imagem do seu Criador e alguns teimam em seguir a teoria do Jack em dividir o ser humano em partes, “Corpo, mente e espírito”, para a maioria as partes são tão separadas que há conhecimentos específicos para cada uma, a medicina para o corpo, psicologia para a mente e religião para o espírito, apesar de especialidades necessárias, não haveria uma ciência adjacente? Não há coligação entre as partes? Alguns arriscam, porém ainda não conhecemos completamente as partes quanto mais a sua totalidade.

Entendendo que meu Deus criou o Todo e não o decompôs, não raciono Deus, Política, Economia, vida diária etc., quando falo de um, necessariamente falo de outro.

Gostaria de perguntar: O quê seria vida espiritual? Ou vida familiar? Ou vida profissional? Se você consegue dividir sua vida em partes, saiba o motivo de não ser o suficiente em nenhuma delas.

Conhece o caso de pessoas que são profissionalmente bem sucedidos, mas em família uma negação? É reflexo do homem dividido.

Mais interessante são profissionais de distintas áreas do conhecimento, como psicólogos ganharem o premio Nobel de economia, tem que haver sinergia entre as áreas.

Tenha o Senhor Jesus como base e integre a vida. Seja um profissional como Ele, amigo como Ele, marido como Ele, isso sim é vida espiritual.

Faça como o Professor, junte tudo de bom e adicione o elemento-X aí você terá as Meninas Super-poderosas.

Filmes da Vida

Minha mulher sempre reclama que gosto de assistir o mesmo filme várias vezes.

Gosto de assistir filmes, mas estou longe de ser um daqueles fanáticos que não perdem um por nada, mas o que mais gosto são os pormenores contidos, as mensagens sub-reptícias, as cenas ricas em detalhes e fotografias originais, mas pode ter certeza que perderia a maioria dos detalhes se não houvesse a tecla review no meu controle remoto, se a Fernanda protesta por eu assistir muitas vezes um filme, ela não viu eu voltando só para ver a mesma cena em slow movie.

Enquanto vivemos a vida, vemos quantas oportunidades perdemos, não desenvolvemos tantos amigos ou como gostaríamos, não aproveitamos tão bem nossa família, não temos tanto tempo com nossos filhos, não desenvolvemos um trabalho consistente ao nosso gosto etc., mas percebemos apenas quando passa, dá uma vontade de apertar o review e começar de novo.

No filme Click com Adan Sandler, o personagem ganha um controle remoto que consegue fazer na vida aquilo que se faz na televisão, pausar, avançar, voltar, diminuir o volume etc., mas ele se envolve em muitas confusões por conta do seu desejo de aproveitar oportunidades futuras, ele realmente é alguém que pensa no futuro, ele quer ver o fim do filme da vida logo, e pensar que já fui assim.

Na formulação de estratégias corporativas, a escola estratégica do Planejamento passou por seus momentos difíceis por querer planejar os detalhes de um futuro imprevisível, saiba que o futuro pode ser planejado, mas os detalhes se vivem agora, o passado também é fonte rica de minúcias que podem ser resgatadas e serem aproveitadas mesmo aquelas mais difíceis, review significa também re-examinar.

Não podemos viver o que passou, não somos O Rappa para “Zerar do começo e repetir play, repetir o play”, não temos o controle do Sandler, mesmo refazendo a cena, a tomada é diferente, então não temos outra saída a não ser viver de verdade esse filme, desenvolver ao mesmo tempo nossa memória para ver a muitas experiências que vivemos e sorrir, mesmo com as cenas de terror, pois saiba se você perder alguma cena importante não entenderá de modo pleno o filme.

- Claquete 28, Tomada 3! Gravando! - Gritou o Grande Diretor.

Bem, outra trama está se desenrolando em minha vida.

Ânimo Longo

“Não importa como você começa, mas como você termina!”

Já ouvi essa frase algumas vezes e eu concordo, mas em parte, num dos testes psicológicos que fiz quando tirei carteira de motorista, a psicóloga me afirmou que sofro de “Começanimidade”, mas que raio é isso? Pensa comigo, quantas vezes você começou algo empolgado e depois desanimou? Deu o sangue no começo e no meio do processo desistiu?

Se no inicio de tudo que você empreende, gera a maior expectativa, empolga todo mundo, depois vê que não é bem assim e diminui o ritmo, não consegue manter a mesma qualidade do inicio ao fim, então você sofre do mesmo problema “Começanimidade”, é um neologismo que inventei para expressar minha dificuldade, ela vem de um atributo que busco intensamente: A Longanimidade, ou seja, a capacidade de permanecer estável, com o mesmo ânimo durante qualquer intempérie ou obstáculo, por isso: Longo-ânimo e não apenas começo-ânimo ou termina-ânimo, é o mal dos que começam de uma forma e terminam de outra.

Apesar de o senso comum achar que ânimo alguém ou algo pode te dar, não é verdade, o ânimo é intrínseco, assim como a motivação, mas diferente desse, o ânimo não tem necessariamente “motivos”, ele é o estado ou disposição de espírito que você se encontra, ninguém te dá ânimo, nem toma e não tem explicação, é a firmeza de alma para permanecer firme do inicio ao fim independente dos obstáculos.

Não é bom também se você começa desanimado e tem que pegar no tranco em alguma “banguela” da vida, tranco toda hora tira o motor do Ponto, do equilíbrio para se funcionar bem.

Longanimidade é resistência psicológica, é prosseguir no mesmo empenho, assim como um maratonista cria resistência treinando e se alimentado adequadamente, treinamos a longanimidade com esforço e bom ânimo, está dando certo comigo. Tente!

Toda informação é (aparentemente) válida

Gosto de ler, o gosto vem de mamãe que abarrotava a gente de revistinhas na infância, mas mais do que ler, gosto de aprender e descobrir. Realizo desde simples pesquisas em dicionários até investigações profundas, entretanto depois de começar a trabalhar numa livraria questionei a importância de qualquer informação.

Numa banca de jornal há mais informação que na idade média inteira e como o conhecimento é dobrado em tempos cada vez mais curtos, há uma infinidade de informações disponíveis, apenas esperando alguém que saiba usá-las, todavia, percebi que há também muito lixo pouco utilizável, apenas para atrapalhar.

Saiba que informação é gratuita, uma prova disso fui eu ter estudado Planejamento e Gestão Estratégica, porém em dois ou três livros aqui do lado da minha mesa, eu mato a charada, entretanto o conhecimento é caro, custa tempo, dinheiro e interesse. Conhecimento nada mais é que a informação na prática.

Informações podem ter diversos contornos e vir de formas mais improváveis, com pessoas das mais inusitadas, em bar você aprende um pouco de tudo, por exemplo: Você sabe a origem da palavra Pinga? Ou porque Água Ardente para denominar a cachaça? Bem, não vou responder me convida pra tomar uma e eu conto. rs

Para não perder tempo com groselhas, desenvolvi umas práticas de avaliação de conteúdo:

1. Discernimento para saber o que presta ou não. Está intimamente ligado ao quê você pensa que te interessa e aí mora o perigo, não despreze completamente a informação;

2. No caso de coisas que penso serem inúteis avalio meu tempo e esforço para adquirir a informação, lembrando que ela tem que estar disponível no momento que você precisa;

3. Não perco a oportunidade se os canais de informações são raros. Caso não seja prioridade, mas sei que irei precisar, posso rejeitar uma informação se houver disponibilidade e pouco trabalho para absorvê-la mais tarde;

4. Aplico a informação cada vez mais, a experiência é um ótimo professor;

5. Replico o conhecimento absorvido aos interessados.

O aprendizado varia segundo as formas cognitivas de cada um, porém se o desejo existe apenas ajuste os estilos didáticos ao seu perfil.

Aprenda! Estamos na era do conhecimento.

Protesto contra o protesto

Antes de todas as revoluções sócio-políticas registradas nas crônicas da História, sempre eclodiram uma evolução pessoal da consciência, portanto a transformação do ambiente foi apenas a representação da realidade interna das pessoas.

As revoluções podem ter começado como simples declaração pessoal com grandes implicações até atos coletivos de revolta, mas a História provou sua eficácia, vejam os casos de o Buda Sidarta Gautama, Mahatma Ghandi, Madiba Mandela, Reverendo Martin Luther King Jr, Malcolm X, o Monge Martinho Lutero, Antonio Conselheiro, Ernesto Guevara e Fidel Castro, o Povo Cubano, Jesus o Messias, uns de forma pacifica outros nem tanto, a mensagem fundamental “Liberdade” também tinha suas interpretações, mas os atores são os mesmos: o revolucionário e/ou o oprimido (Que podem ser o mesmo personagem) e o opressor.

Como a Mensagem de Revolução tem suas muitas interpretações, as formas também são bem variadas, uma forma empiricamente reconhecida são as recentes revoluções de Ghandi e Martin Luther King, na Índia e Estados Unidos respectivamente, com atitudes de não-violência conquistaram o mundo apenas pela firmeza da resistência pacifica, baseado no conceito de Thoreau, “Desobediência Civil” que apregoa não apoiar o poder opressor, nem deixar que ele o apóie estando você contra ele.

Bem, meu protesto é sobre as formas de protesto feitas atualmente: pneus queimando em ruas públicas, quando não carros particulares, bens públicos destruídos, paralisação de serviços básicos, vias interditadas, eu considero formas de protesto ilegítimas e ineficientes, pois os manifestantes querendo atingir o opressor abrangem a população que se não sofre com os problemas das reivindicações em si, sofrem com outros probelmas e mais as conseqüências dos atos daquela revolta que os atinge gratuitamente.

Querem obrigar a adesão de todos? E a Liberdade de escolha?

Se quiserem o apoio das pessoas os métodos têm que mudar, ninguém vai apoiar um grupo de pessoas que queimaram seu carro, ninguém vai apoiar greve de serviço publico de má qualidade quando se faz necessário, ninguém vai apoiar manifestações que atrapalham o cidadão comum para chamar a atenção do governo e mídia.

Sugiro revolução na maneira como protestamos, um exemplo: como sou motociclista e fico indignado com a situação do transito para motos, em vez de nos reunir para fechar o transito ou deixá-lo lento, porque não fazermos ações que beneficiem a todos, como placas de sinalização com uma mensagem marcante em pontos perigosos da cidade, ou um dia de boas ações para acabar com a rixa pelo espaço das ruas com os motoristas de carros, como lavar os carros de graça em praças, sei lá tem várias maneiras, pode ter certeza que o governo verá, e como exemplo de Gandhi na Índia venceremos, pode ser que não na primeira, mas pela persistência na prática do que é bom, pois conquistaremos não apenas o favor do opressor, mas a simpatia e apoio de quem não tem a ver diretamente com a causa.

Do you want a revolution?

Então.... Revolucione-se