Finalidade

Mais do que escrever, gosto de ler o quê escrevo. O motivo é simples, eu mudo e mudo muito rápido, escrevo hoje e amanhã me acho estúpido.

Portanto, escrevo para mim, como um louco que escreve uma carta para ele mesmo e alguém o questiona sobre o quê está escrito, ele responde: Não sei, não recebi ainda!

Este é um diário público, um registro histórico, um raio-X da minha mente num dado momento da História, textos sem pretensões, limitados e um pouco pobre de gramática, mas rico em conteúdo, misturo leigamente algumas das ciências que estudo, misturo algumas linhas de pensamentos que acredito que sejam mais importantes, afinal não estou seguindo uma regra definida.

Caso algum texto contribua para algo, sinta-se em casa, mas saiba que você está na minha cabeça, está me lendo.

Como disse meu amigo e xará Fernando Pessoa: "Não escrevo em português. Escrevo eu mesmo."


quarta-feira, 2 de março de 2011

Protesto contra o protesto

Antes de todas as revoluções sócio-políticas registradas nas crônicas da História, sempre eclodiram uma evolução pessoal da consciência, portanto a transformação do ambiente foi apenas a representação da realidade interna das pessoas.

As revoluções podem ter começado como simples declaração pessoal com grandes implicações até atos coletivos de revolta, mas a História provou sua eficácia, vejam os casos de o Buda Sidarta Gautama, Mahatma Ghandi, Madiba Mandela, Reverendo Martin Luther King Jr, Malcolm X, o Monge Martinho Lutero, Antonio Conselheiro, Ernesto Guevara e Fidel Castro, o Povo Cubano, Jesus o Messias, uns de forma pacifica outros nem tanto, a mensagem fundamental “Liberdade” também tinha suas interpretações, mas os atores são os mesmos: o revolucionário e/ou o oprimido (Que podem ser o mesmo personagem) e o opressor.

Como a Mensagem de Revolução tem suas muitas interpretações, as formas também são bem variadas, uma forma empiricamente reconhecida são as recentes revoluções de Ghandi e Martin Luther King, na Índia e Estados Unidos respectivamente, com atitudes de não-violência conquistaram o mundo apenas pela firmeza da resistência pacifica, baseado no conceito de Thoreau, “Desobediência Civil” que apregoa não apoiar o poder opressor, nem deixar que ele o apóie estando você contra ele.

Bem, meu protesto é sobre as formas de protesto feitas atualmente: pneus queimando em ruas públicas, quando não carros particulares, bens públicos destruídos, paralisação de serviços básicos, vias interditadas, eu considero formas de protesto ilegítimas e ineficientes, pois os manifestantes querendo atingir o opressor abrangem a população que se não sofre com os problemas das reivindicações em si, sofrem com outros probelmas e mais as conseqüências dos atos daquela revolta que os atinge gratuitamente.

Querem obrigar a adesão de todos? E a Liberdade de escolha?

Se quiserem o apoio das pessoas os métodos têm que mudar, ninguém vai apoiar um grupo de pessoas que queimaram seu carro, ninguém vai apoiar greve de serviço publico de má qualidade quando se faz necessário, ninguém vai apoiar manifestações que atrapalham o cidadão comum para chamar a atenção do governo e mídia.

Sugiro revolução na maneira como protestamos, um exemplo: como sou motociclista e fico indignado com a situação do transito para motos, em vez de nos reunir para fechar o transito ou deixá-lo lento, porque não fazermos ações que beneficiem a todos, como placas de sinalização com uma mensagem marcante em pontos perigosos da cidade, ou um dia de boas ações para acabar com a rixa pelo espaço das ruas com os motoristas de carros, como lavar os carros de graça em praças, sei lá tem várias maneiras, pode ter certeza que o governo verá, e como exemplo de Gandhi na Índia venceremos, pode ser que não na primeira, mas pela persistência na prática do que é bom, pois conquistaremos não apenas o favor do opressor, mas a simpatia e apoio de quem não tem a ver diretamente com a causa.

Do you want a revolution?

Então.... Revolucione-se

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