Finalidade

Mais do que escrever, gosto de ler o quê escrevo. O motivo é simples, eu mudo e mudo muito rápido, escrevo hoje e amanhã me acho estúpido.

Portanto, escrevo para mim, como um louco que escreve uma carta para ele mesmo e alguém o questiona sobre o quê está escrito, ele responde: Não sei, não recebi ainda!

Este é um diário público, um registro histórico, um raio-X da minha mente num dado momento da História, textos sem pretensões, limitados e um pouco pobre de gramática, mas rico em conteúdo, misturo leigamente algumas das ciências que estudo, misturo algumas linhas de pensamentos que acredito que sejam mais importantes, afinal não estou seguindo uma regra definida.

Caso algum texto contribua para algo, sinta-se em casa, mas saiba que você está na minha cabeça, está me lendo.

Como disse meu amigo e xará Fernando Pessoa: "Não escrevo em português. Escrevo eu mesmo."


sexta-feira, 25 de março de 2011

A Nova Onda

Certa vez conversando com um amigo, cujo pai é alemão, me disse que o maior medo da nova Alemanha é a volta do nazismo, tanto que no local onde morreu Hitler não há informação sobre ele, hoje funciona um estacionamento, creio que deve ser para não incentivar ou inspirar malucos.
Lembrei disso depois que assisti recentemente a um filme chamado “A Onda”, conta a história baseado em fatos sobre um professor de Ciências Políticas do ensino médio que para ensinar sua classe sobre Autocracia,  utiliza um método  onde ele impõe regras, modo de vestir padrão, saudação peculiar, nome do grupo etc., o nome do grupo era "A Onda" que no começo não gostou da idéia, mas aos poucos foi vendo benefícios em se aliar a um grupo, proteção, igualdade no grupo e coisas assim, porém o grupo começou a usar violência e discriminação para os que não faziam parte da “A Onda”. A Onda fugiu fora do controle do professor o que causou algumas tragédias.

O fato é que o filme mostra jovens que são tão suceptíveis aos ideiais loucos de lideres messiânicos como os da Segunda Grande Guerra, gente ingênua, sem critério e sem valores fundamentados.
Os chamados cabeças fracas não conseguem viver sem um “líder” lhes dizendo o que fazer. Valorizam líderes pelo seu carisma e não pelo seu caráter. 
Um sistema Anárquico nunca teria êxito num país como a Alemanha, se deixar para a consciência de cada um o país não andará.
O Brasil não é diferente, porém não é a disciplina que o atrai, mas as promessas de uma falsa “liberdade controlada” por qualquer outro tipo de líder messiânico.
Fico pensando em que ponto nossos valores estão fundamentados, quem é nossa fonte? Quem define o que devemos fazer?
Porque terceirizamos nossas decisões? Porque nossa esperança e valores estão fundamentados nos outros? Nosso desejo de segurança nos leva a ser controlados por instintos animais, animais capazes de se auto-aniquilar. Gente levados por qualquer Onda.


Quem ou o quê é a sua Onda?

 Afinal são mais perguntas do que resposta.


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