Finalidade

Mais do que escrever, gosto de ler o quê escrevo. O motivo é simples, eu mudo e mudo muito rápido, escrevo hoje e amanhã me acho estúpido.

Portanto, escrevo para mim, como um louco que escreve uma carta para ele mesmo e alguém o questiona sobre o quê está escrito, ele responde: Não sei, não recebi ainda!

Este é um diário público, um registro histórico, um raio-X da minha mente num dado momento da História, textos sem pretensões, limitados e um pouco pobre de gramática, mas rico em conteúdo, misturo leigamente algumas das ciências que estudo, misturo algumas linhas de pensamentos que acredito que sejam mais importantes, afinal não estou seguindo uma regra definida.

Caso algum texto contribua para algo, sinta-se em casa, mas saiba que você está na minha cabeça, está me lendo.

Como disse meu amigo e xará Fernando Pessoa: "Não escrevo em português. Escrevo eu mesmo."


quinta-feira, 16 de abril de 2015

A razão da insanidade



As vezes observo a insanidade com bons olhos, insanidade não nos termos da psicose tratada pela psicologia de depressão e melancolia, mas sobre os pensamentos e comportamentos anormais em relação à sociedade.

Muitas vezes invejo as pessoas que não precisam seguir padrões, não criam expectativas nas pessoas, não se pré-ocupam com as consequências, seres instintivos, agem com os sentidos, a razão da loucura não é subjetiva, eles sim são mais livres que nós.

Sobre a insensatez, a intensidade, a paixão, quem dera tivéssemos um pouco de loucura de vez em quando.

"E aqueles que foram vistos dançando foram julgados insanos por aqueles que não podiam escutar a música." Friedrich Nietzsche

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Dia dos Pais

Parece que as flechas não caem muito longe de onde são lançadas.

Eu não tenho nada que não veio de alguém.

Do meu pai, a curiosidade. Da minha mãe, a persistência.
Do meu pai, o lado crítico. Da minha mãe, o carinho.
Do meu pai, o gosto de matemática. Da minha mãe, a flexibilidade.
Do meu pai, o Moreira. Da minha mãe, o Da Silva.
Do meu pai, o temperamento. Da minha mãe, o caráter.
Do meu pai, a pinta na bochecha. Da minha mãe, o tipo de cabelo.
Do meu pai, a extroversão. Da minha mãe, a devoção.
Do meu pai, a intensidade. Da minha mãe, o equilíbrio.
Do meu pai, a paixão. Da minha mãe, o amor.

O que sou, é graças a vocês, Nelci e Joel espero honra-los sempre, aprimorando os atributos que me deixaram.

Amo Vocês, meus pais.

Feliz dia dos Pais.

30 anos



Aos 30 percebi que meus super-heróis não são tão super assim, são muito humanos e ainda assim consigo admira-los.

Aos 30 percebi que ter filhos, é realmente tão bom quanto imaginava, e o prazer de ouvi-las, cheira-las, toca-las e vê-las, faz toda minha existência valer a pena.

Aos 30 percebi que minha esposa, consegue ficar mais gostosa com o tempo e não ao contrario e que ela é a mulher mais linda que conheci.

Aos 30 percebi que não importa o quão magro e feio você é na adolescência, você pode melhorar.

Aos 30 percebi que o trabalho por si só já é recompensador.

Aos 30 percebi que o doce sem o amargo não é tão doce assim.

Aos 30 percebi que é melhor ter relacionamentos do que razão.

Aos 30 percebi que conheço menos de Deus do que pensava, mas que ser pai me faz aceitar sem compreender muitas vezes.

Aos 30 percebi que ter duvida não é assim tão ruim.

Aos 30 percebi que nunca vou deixar de falar “groselhas”, mas que hoje as pessoas prestam mais atenção e levam mais a sério. rsrs

Aos 30 percebi que posso ser duas vezes o que sou quando chegar aos 60, imagina?. Rsrsrs




quarta-feira, 30 de maio de 2012

Reflexão dessas 3 décadas


No mundo da física quântica, as inovações que precederam toda a tecnologia de hoje foram realizadas por homens até 30 anos, o próprio Einstein contestou veementemente as maiores descobertas depois de velho.

Quando adolescente a visão a meu respeito quando tivesse 30 era bem diferente.
Bem... sempre sonhei em participar na mudança do mundo, meus ideais pareciam claros, parecia que eu tinha as respostas das perguntas mais complexas que afligiam a humanidade.

Hoje estou às vésperas dos 30, não que seja velho, mas sempre achei que estaria mais maduro, teria mais certezas e as perguntas do passado que dantes pareciam resolvidas foram refeitas e uma dezena a mais foi acrescentada, às vezes parece que aquele garoto que ia mudar o mundo agora assiste a tudo em cima do muro, os questionamentos da puberdade voltaram num tom grave, as questões existenciais vieram á tona com força, onde está o sentido de tudo isso?

Estou chegando aos trinta com mais cabelos brancos que a maioria, com a aparência mais madura que a maioria e também com mais vivencias do que a maioria, aos 17 fui fazer teologia, na sequencia fiz missiologia e transcultural, parti para experiências com toda sorte de humanidades e desumanidades, a inocência deu lugar ao realismo muito cedo, casei cedo aos 21, tive minha primeira filha aos 23, cuideis de pessoas mais velhas, tive que aprender um pouco de tudo, vivencias e experiências de muitas vidas, li e vi muita coisa, principalmente dentro do mundo evangélico, depois de casado mudamos de casa quase 20 vezes na maioria desfazendo das nossa coisas, vivíamos com o dinheiro do dia, aos 23 fui fazer marketing, tive que acelerar o processo em alguns anos, cheguei aos 30 e parece que vivi mais do que essas 3 rasas décadas.

Me encontrei e me desencontrei várias vezes nessas viagens, hoje me dei um perdido que perdi o rumo, tenho uma necessidade de mudar muito grande, detesto fazer o mesmo caminho, falar sempre a mesma coisa, mas aconteceu algo, eu me enquadrei, entrei no sistema, virei mais um índio desse capitalismo selvagem, penso igual aos outros.

E as perguntas... elas me atormentam, algumas muito outras nem tanto, minha capacidade de auto questionamento é alta, as vezes me tiram o sono.

Tenho um bom emprego, minha esposa é linda, minhas filhas é bem mais que mereço, elas são tudo o que tenho de melhor, mas, confesso abestalhado que estou decepcionado... comigo. Querem gratidão por ter chegado até aqui... aqui onde? O que é aqui? Ou o que é Lá? Interessa-me o produto final mais de quem sou do que onde cheguei.

Acredito que vivi apenas um terço do que irei viver por aqui neste estado, então o restante quero viver mais intensamente que a primeira parte.

Se acha que é exagero da minha parte, fique feliz e curta bastante sua ignorância e alienação da existencialidade.


Não me preocupo, pois Ele está colocando a fagulha da eternidade em mim.

sexta-feira, 20 de abril de 2012

Exército de um homem só?


Os norte-americanos acreditam que apenas Um Único Homem é capaz de mudar o mundo.

A história Estadunidense é repleta de nomes, homens conhecidos pelos seus feitos heroicos, reconhecidos pela sua bravura e coragem, pela sua fibra moral.

O sucesso de uma organização americana é por causa de hum (1) Homem, seu fracasso é culpa de vários ou de ninguém.

Analogamente, a cultura japonesa valoriza a coletividade, dificilmente voce saberá o nome atrás do sucesso de suas grandes companhias.

No Brasil os nomes são manchados por manipulação e alianças dúbias, a história é contata por manipuladores de fatos, onde o coletivo é heterogêneo demais em seus objetivos e as tentativas individuais são desencorajadas.

Penso: Posso mudar alguma coisa? Eu teria resposta a essa pergunta há 10 anos, mas não agora, pois sei as dificuldades de mudar eu mesmo, quanto mais os fatores externos.

Será que como Raul “Eu devia estar contente, Porque eu tenho um emprego, Sou um dito cidadão respeitável, E ganho quatro mil cruzeiros, Por mês... Eu devia estar contente, Por ter conseguido, Tudo o que eu quis, Mas confesso abestalhado, Que eu estou decepcionado...”??

Katsumoto, então, pergunta: - Você acredita que um homem pode mudar o seu destino?

Eu também acho que o homem faz o que pode, mas acho também que sozinhos não poderemos nada.

Qual seria meu papel na mudança? Influenciar? Vender a ideia? Apenas lutar sozinhos com todas as forças?
Acho que não posso muita coisa. Acho que podemos muito.

“Unir-se é um bom começo, manter a união é um progresso, e trabalhar em conjunto é a vitória.” Henry Ford

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

A guerra do alfabeto


O “ciclo de vida” de artigos e comentários sobre a geração Y tem se mostrado em seu ápice, o que tem mudado é a proporção de elogios e criticas, pois essa ultima tem se mostrado mais presente nos textos que tenho lido e nas conversas que tenho presenciado.

Como uma regra básica de mercado, se tem demanda tem oferta, ou seja, se tem lideres e organizações que valorizam certas características, pode ter certeza que irá aparecer gente com elas.

Atributos como egocentrismo, vaidade, falta de conhecimento próprio e uma vontade de crescer a qualquer custo não é exclusiva da geração Y, mas somos melhores nisso que nenhuma outra, o que me preocupa é ainda a grande demanda por profissionais que possuem este estilo.

Está na hora de colocar na balança as qualidades e pesa-las, está na hora de avaliar o ROI desse “investimento” e parar de culpar estes marmanjos por serem tão egoístas e começar olhar pra dentro das organizações e ver os lideres da X e Baby Boomers rindo por ver essa geração idiota se de gladiando.

Esses líderes perderam as rédeas! Chega de criticas e elogios e comecem a priorizar a educação desse pessoal novo, forma-los e orienta-los.

Ainda não li em livros de histórias, ainda não ouvi falar de uma geração de lideres tão ruins quanto os atuais X e Baby Boomers, eles deixam esses moleques fazerem o que quiserem e ainda os culpa por serem assim.

Parem de textos ridículos de “benefícios e malefícios de se ter a geração Y em sua empresa” e comecem a se avaliar como lideres.

A Geração Z que se prepare para entrar nesta guerra.

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Ah se o meu fusca falasse!

Não sou fã do fordismo ou taylorismo, alias quero expor essa metodologia sob o olhar de um produto que Ford conhecia bem, um carro.

Apesar de todo empenho em pesquisa e desenvolvimento aplicado após pouco mais de 100 anos desde sua invenção, apesar de toda tecnologia, embaixo de toda aquela lataria e camadas de plásticos, existe o mesmo bom, velho e ultrapassado motor de combustão interna para movimentar todo aquele veiculo.

Vejo a empresa como tendo um conjunto de unidades de negócios, como componentes e elementos de um automóvel, onde cada parte tem sua função e o todo não é o todo se as engrenagens não tiverem alinhadas.
Entendo que cada unidade de negócios como pequenos motores, onde você tem um cilindro, um pistão, duas ou mais válvulas e uma ou mais velas de ignição.

Bem, poderia fazer várias analogias, porém o que me chama a atenção é que apesar de ser um sistema antigo, o funcionamento é da mesma velha forma, que provou ser ineficiente frente ás novas opções que já possuímos.

Esses motores quando novos precisam ser amaciados, ou seja, precisa de baixo atrito com muita lubrificação para que as peças sejam ajustadas, ao contrario do que se pensa, amaciar motor não é em alta rotação, mas em baixa tirando a rebarba aos poucos aumentado a vida útil do motor.

É de responsabilidade do mecânico, ajustar o ponto para que a ignição não se dê antes, tornando assim a combustão ineficiente, não aproveitando toda a potência da explosão. Caso o ponto não seja regulado, a camisa, pistão e velas podem ficar encharcadas ou secas, gerando carbonização, aumentando a emissão de CO2 e não apenas isso, mas aumentando o risco de avançar a abertura de válvulas e colidir com o pistão, caso aconteça, poderá inutilizar todo o conjunto.

Muitos, dependendo do dano troca só a válvula, pois são mais baratas, mas o correto é trocar o conjunto inteiro, é coisa simples, só um descer e subir de pistão e um subir e descer de válvulas, se não tiverem sincronizados, é um motor a menos. Sem mencionar a ação de injetar combustível.

O processo é simples e antigo, mas como é difícil encontrar bons mecânicos.

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Qual é o problema em perder?

Numa sociedade em que o 1º lugar é mais importante do que a própria superação, a posição ótima tem sido relegada ao ser MELHOR, pois para ser melhor não é preciso ter um alto padrão, basta apenas estar à frente do segundo colocado.

Qual seria o problema em perder? Desde que você mesmo se vença? Desde que você vença os mais altos padrões muitas vezes não reconhecidos?

O pódio não é sinônimo de sucesso, não nos termos de excelência, e como o sucesso tem sido limitado em seu conceito!

O sucesso é avaliado por coisas frívolas, por predicados triviais, por ter, por aparentar, sem ponderar o que é fundamental, falta um olhar além.

Por isso temos que caminhar na direção da nobreza ao invés de avançar sobre o que é burguês.

Me arruíno, mas não me torno menor! Me desgraço, mas não fico sem remissão! Me perco, mas sei por onde ir! Só não posso me deixar levar pelo que o senso comum chama de 1º Lugar, pois se eu alcançar essa posição nos critérios atuais, estarei em ultimo na minha consciência.

A Ágata tem mesmo razão: “Pai, qual é o problema em perder?”.

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Evoluir ou Morrer

Dizem que nascemos filósofos, ou amantes do saber, nos tornamos bufões e terminamos saudosistas, refletindo sobre o que poderia ter sido.  

Minha filha mais nova está completando hoje 8 dias, por mais que pareça um ser passivo e indefeso, longe dela ter uma atitude apática ante o mundo que se mostra, desde o momento que saiu do ventre da sua mamãezinha ela OBSERVA, acredito eu que diferentemente das crianças que nasceram há mais tempo, essas de hoje estão sujeitas a muito mais estímulos desde a gestação, lhes aguçando sua percepção e curiosidade.

Essa analise prematura, aparentemente inerte, nada mais é que a postura mais sublime de um dos seres mais adaptáveis da natureza, NÓS, o ser humano, todavia ao longo de nossos dias, essa curiosidade, esse desejo de conhecer e absorver se ameniza, talvez essa postura mais madura fosse muito importante há alguns anos, porém não nesta sociedade dinâmica.

Interessante que no inicio de nossa vida fora do útero, vemos a manifestação daquilo que chamamos de instinto, como nadar, chutar etc. que nos acompanha durante um curto período de tempo, pois diferente dos animais esse instinto nos deixa nos primeiros meses o que nos leva a ser guiados pela razão, na maioria das vezes.

Nossa capacidade de absorção do meio, não deveria ser perdida nem diminuída, apenas aprimorada, na verdade é questão de sobrevivência tal atitude, para uma criança não existem nada COMUM ou normal, tudo é extraordinário e isso gera nela um desejo de submergir nesta novidade.

Por isso as palavras Mudar, Aprender, Adaptar, Conhecer, Evoluir, Crescer são as Words-Keys da mentalidade da criança. Crescer para ela é natural, para nós deveria ser também. Precisamos evoluir ou morrer, rígido assim.

No momento áureo da vida é que sabemos o que ela realmente é. Por isso observe o que a criança dá valor, aí saberá o que é mais importante.





“Em tempos de mudança, os que aprendem herdam a terra, enquanto os que já aprenderam encontram-se extraordinariamente equipados para lidar com um mundo que não mais existe”. 
Eric Hoffe

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Portador de Necessidades Triviais

É como se eu estivesse cego, olhasse e não enxergasse, muito menos contemplasse.
É como se eu estivesse surdo, por mais elevado que esteja o som, não o ouço.
É como se eu estivesse mudo, pois minha linguagem não faz sentido, aliás, o quê faz sentido?
É como seu estivesse paralitico, pois por mais que eu corra, pereço estar no mesmo lugar.
É como se eu tivesse asnomia, não distinguindo os odores da vida.

O banal tem sido o essencial e o mais desejado e o excelente tem sido desprezado.
O comum é esquecido e o superficial aclamado.
A vida tem sido vivida displicentemente, onde damos maior importância às coisas sem importância alguma.


Agora chega de momento deprê.

Informatitudes

Pela quantidade de informações disponíveis atualmente, há uma demanda crescente de pessoas que saibam trabalhar com essas informações, organiza-las, interpreta-las e principalmente usa-las de forma pratica.

Nunca vi tantas vagas de emprego para a posição de “analista”, pessoas que consigam decompor o todo e trabalhar as partes de forma ordenada, seja em qualquer área do conhecimento.

Segundo pesquisas da IBM 95% dos dados que uma empresa gera não são aproveitados, na verdade, qualquer informação que não leve à tomada de decisão é uma desinformação.

Somos orientados para a ação, por isso Inform_Ação, o sentido único de haver analistas são as ações finais, ou seja o produto final de um dado bruto é a ação concreta.

Todo pensamento por mais bem elaborado e lógico que seja sem a companhia de uma bela AÇÃO é uma vã ideologia.

Por isso o trabalho de um analista é orientado para um único sentido, sendo responsável por todo o processo, desde a concepção até o ato final que coroa seu trabalho.

Portanto, toda decisão tomada sem informação é cega e toda informação sem a tomada de decisão é coxo. Não precisamos de mais informações, mas informatitudes que transformem, nem analistas, mas de realistas que tornem informações praticáveis e reais.

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Leões e Ovelhas

Dizia-se na segunda grande guerra que os soldados ingleses eram leões sendo comandados por cordeiros.

Parece mesmo uma frase antiga que não tem ligação nenhuma com o atual momento, afinal nesta época não existem mais pessoas de baixa patente mais compromissadas do que seus lideres, não existem mais pessoas de chão de fabrica mais constantes do que seus encarregados, não existem operários mais abraçados com a causa do que seus gerentes.

Agora sim vivemos em um mundo que os leões tomaram seus devidos lugares, líderes que não enviam mais seus subordinados á frente de batalha sem ferramentas e nenhum preparo e não se responsabilizam pela derrota e as cabeças que rolam.

Nossos líderes leões são superiores, currículo acadêmico perfeito, experientes em suas viagens internacionais, motivados como Narciso a achar feio tudo o que não é espelho, não sabem o que é sacrifício pessoal, orientados pelo resultado do “grupo”, onde amor é um sentimento excluso, homens-maquinas de Chaplin.

Leões hedonistas que não sabem o que é prazer da vida, mas sabem como transformar a vida numa pastagem sub-saariana onde os fortes devoram os mais fracos.

Geração perversa essa minha.

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Querem que me auto-motive!

Razões para trabalhar eu tenho: pagar o aluguel, água, luz, telefone, seguro, prestação do carro, comida, roupas, filhos etc. Entretanto posso fazer isso com renda que me venha de qualquer lugar, não precisa ser em uma empresa especifica.

Lamentável o pensamento de alguns gestores de querer que você se motive, razões não irão faltar, só que esses motivos podem não ter ligação com a missão, ou razão de ser da empresa.

Missões de Vida ou de Empresas não alteram tanto para que em um determinado momento eu descubra que o caminho tomado pela empresa não é o que eu quero para minha vida e vice-versa.

Por isso como qualquer outro relacionamento as expectativas tem que estar bem claras, pois todo desgaste de relacionamento por razões de desalinhamento de “Motivos” é prejudicial tanto para empresa como para o funcionário.

O bom gestor tem o desafio de encontrar no “motivo” do funcionário a matéria-prima para gerar resultado na empresa, tornar a necessidade maslowniana da pessoa o combustível para a produção lucrativa.

Enquanto isso não ocorre o funcionário trabalha apenas o suficiente para não ser mandando embora e o chefe paga apenas o suficiente para não aumentar seus gastos com turnover, assim segue as empresas em seu crescimento abaixo do esperado.

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Eu Vejo

Não queria passar a impressão que não sinto.
Na verdade eu mais que sinto, eu vejo.
Vejo de onde você veio.
Vejo aonde você chegou.
Vejo quem você se tornou.
Vejo uma lealdade convicta. Vejo uma meiguice infantil. Vejo o tempo e a vontade te fazendo mais madura e equilibrada. Vejo que os golpes da vida te fizeram melhor. Vejo que dores não tiraram seu sorriso. Vejo que não há dificuldades que não possam ser superadas. Vejo coragem e determinação. Vejo uma amiga. Vejo uma amante. Vejo um exemplo. Vejo que o amargo pode ser doce. Vejo força da fraqueza. Vejo o que Deus pode fazer.

Te admiro muito, foi você que me fez ver que o sucesso não se mede pela posição onde se encontra, mas pelo caminho que você trilhou para chegar lá. Você é meu doce exemplo. 

Te amo Fer e vivo pra isso.

sexta-feira, 25 de março de 2011

A Nova Onda

Certa vez conversando com um amigo, cujo pai é alemão, me disse que o maior medo da nova Alemanha é a volta do nazismo, tanto que no local onde morreu Hitler não há informação sobre ele, hoje funciona um estacionamento, creio que deve ser para não incentivar ou inspirar malucos.
Lembrei disso depois que assisti recentemente a um filme chamado “A Onda”, conta a história baseado em fatos sobre um professor de Ciências Políticas do ensino médio que para ensinar sua classe sobre Autocracia,  utiliza um método  onde ele impõe regras, modo de vestir padrão, saudação peculiar, nome do grupo etc., o nome do grupo era "A Onda" que no começo não gostou da idéia, mas aos poucos foi vendo benefícios em se aliar a um grupo, proteção, igualdade no grupo e coisas assim, porém o grupo começou a usar violência e discriminação para os que não faziam parte da “A Onda”. A Onda fugiu fora do controle do professor o que causou algumas tragédias.

O fato é que o filme mostra jovens que são tão suceptíveis aos ideiais loucos de lideres messiânicos como os da Segunda Grande Guerra, gente ingênua, sem critério e sem valores fundamentados.
Os chamados cabeças fracas não conseguem viver sem um “líder” lhes dizendo o que fazer. Valorizam líderes pelo seu carisma e não pelo seu caráter. 
Um sistema Anárquico nunca teria êxito num país como a Alemanha, se deixar para a consciência de cada um o país não andará.
O Brasil não é diferente, porém não é a disciplina que o atrai, mas as promessas de uma falsa “liberdade controlada” por qualquer outro tipo de líder messiânico.
Fico pensando em que ponto nossos valores estão fundamentados, quem é nossa fonte? Quem define o que devemos fazer?
Porque terceirizamos nossas decisões? Porque nossa esperança e valores estão fundamentados nos outros? Nosso desejo de segurança nos leva a ser controlados por instintos animais, animais capazes de se auto-aniquilar. Gente levados por qualquer Onda.


Quem ou o quê é a sua Onda?

 Afinal são mais perguntas do que resposta.


sexta-feira, 11 de março de 2011

Planejamento natural

Tudo ou quase tudo o que pretendemos fazer planejamos antes, planejamento não é obra de especialista, pelo contrário, até as formigas planejam, desde a quantidade de comida até tempo e espaço para adquiri-las, o planejamento pode ocorrer na sua cabeça como pode ser formalizado, às vezes de forma clara, outras embutidas, mas quase sempre há um, desde as ações que não aparentam ter planejamento nenhum.
Não quero entrar na definição formal do planejamento, mas mostrar a importância dele nas nossas vidas, para planejar com eficácia é necessário saber aonde ir ou o que fazer, traçar a rota, o passo-a-passo pensando em todas as possibilidades e nos imprevistos, comunicar os envolvidos e fazer, sempre revendo as possibilidades e se adequando conforme a necessidade obrigue.
Tão importante quanto planejar é avaliar o resultado das ações, é necessário medir durante e depois da ação se está no caminho almejado, isso pode ser feito mentalmente mesmo, uma retrospectiva e re-exame do que foi feito, na verdade pode incluir uma auto-avaliação nessa consideração.
Esses passos são essenciais para uma tarefa bem sucedida:
Saber o quê fazer → traçar o(s) Caminho(s) → Comunicar os envolvidos → Fazer → Se adequar → Avaliar
É um processo retro-alimentar, uns planejam no papel, outros com eles mesmos, mas o importante é planejar, mesmo sem saber se está planejando mesmo.

quinta-feira, 10 de março de 2011

Ditadura Epistêmica

Alguns líderes têm tanta segurança sobre seu conhecimento que se fecham para receber novas informações e com isso tem pouca flexibilidade para transmiti-las, querem impor seu pacote de sabedoria goela abaixo e normalmente alguém que não absorve é rebelde ou não possui o perfil adequado.
Jean Piaget em sua participação da teoria construtivista, afirmou que para haver conhecimento é necessária a interação do sujeito com o meio, onde ocorre a assimilação e acomodação, que há o contato e o ajuste necessário para a absorção da informação, portanto ninguém é um ser passivo pronto a absorver tudo acabado, o conhecimento é construído com a participação do aprendiz.
Dentro de uma organização há diversos tipos de conhecimentos, ampla variedade de pessoas e vivências onde é possível o aproveitamento da estrutura e a gestão deste conhecimento, ou o direcionamento dele, basta apenas entender sobre esse processo de aprendizado que varia de pessoa para pessoa e como a organização é um organismo vivo, pois há pessoas vivas, o conhecimento do grupo é maior que o conhecimento individual.
Como é difícil o relacionamento com pessoas impositivas, sem maleabilidade para permitir a acomodação do conhecimento em diferentes estruturas cognitivas, em outras palavras, dureza é se relacionar com gente que sabe tudo e querem que você saiba da mesma forma e medida.
Bom é poder divergir na forma de saber, pois depois da agitação gerada por novas informações que se contrapõem a nossa estrutura há a acomodação, o que produz um conhecimento adequado e crescimento para todos.

segunda-feira, 7 de março de 2011

Acaso Raro e Bom

Já ouviu sobre a teoria da terra rara?

"A hipótese da Terra rara estipula que a emergência de vida complexa multicelular (metazoa) na Terra requereu uma combinação improvável de eventos e circunstâncias astrofísicos e geológicos.", ou seja, alguns eventos que sucederam nestes milhares de anos são decisivos para o desenvolvimento da vida como a conhecemos. Cito algumas:

· A terra está numa boa distancia do sol, permite boa temperatura o que favorece a água em estado liquido, que é boa.

· O Sol possui uma boa massa para gerar energia.

· A terra adquiriu massa boa para manter atmosfera

· A terra tem um bom movimento de translação.

· O alinhamento dos planetas é bom, pois protege a terra de meteoros.

· O eixo da terra está inclinado num bom ângulo.

· A distancia da lua em relação a terra é boa, pois causa a dinâmica dos mares.

Se por um acaso, algumas dessas circunstâncias se alterassem, não estávamos aqui, e a probabilidade de esses eventos acontecerem é extremamente raro, não são muitos planetas que gozam do mesmo acaso, por isso a raridade da teoria.

Muito bom termos um Raro Acaso desse cuidando da gente.

Base Informal

Com o crescimento econômico houve uma mudança nas classes sociais, adveio uma nova classe média, a Classe C, um grupo de pessoas que são mais consumidoras de roupas de grifes médias, tem um apreço limitado de arte, comumente vai aos cinemas, se divertem em shoppings centers, têm acesso ás faculdades, geralmente particulares, utilizadores de cartões de crédito e parcelamentos.
Como a grande maioria das pessoas desse grupo saiu da classe pobre da população, onde tinha pouco acesso à educação nos anos inicias e hoje tem curso superior, valoriza em tese a educação de seus filhos, todavia acontece uma terceirização da educação das crianças, dando grande importância para a educação formal e detrimento da educação informal.
A educação formal nada mais é que o processo acadêmico/escolar que passamos, do pré ao nível superior, já a educação informal é o delineamento doméstico da base cosmoviosológica dos infantos, ou seja, o ensino doméstico da realidade do mundo, aquilo que chamamos de ensinar as crianças sobre a vida, coisas que não se aprende na escola.
O sucesso na educação formal dependerá inteiramente das bases da educação informal, ou seja, se há uma valorização da educação em casa, provavelmente a criança se envolverá mais na escola, entretanto apenas aquela conversa de “Menino, quer virar lixeiro? Então vai estudar!” não é o suficiente para tornar essas crianças os homens e mulheres sábios de amanhã (sabedoria, segundo Aristóteles, é a habilidade para agir de maneira acertada, é muito mais que inteligencia ou esperteza, ou seja, vai muito além do que o conhecimento formal pode proporcionar), portanto saber apenas as diversas tecnologias e ciencias não implicará necessariamente na utilizade benéfica para o mundo.
A minha geração é uma com bons conhecimentos formais, porém sem muitas preocupações morais ou éticas, Mark Zuckerberg o fundador do Facebook é um exemplo claro.
Quando meus conhecimentos irão ajudar mais do quê os “pobres lá de casa”? Quando todo meu potencial vai beneficiar mais que eu mesmo? Os heróis dessa geração morrem de overdose, já dizia Cazuza, mas de excesso deles mesmos.
Essa geração Y é egoísta graças ás mamães e papais, pela falta da base de educação informal de qualidade e pode ter certeza que a geração Z vai ser pior.
Eu consegui um curso superior com muita luta, mas para minha filha doutorado não vai ser sonho, vai ser realidade, porém minha preocupação vem em dar as bases para ela se tornar uma sábia e não apenas uma inteligente idiota qualquer.
Em Isaias 7:15 o profeta fala sobre a vinda de Jesus 700 anos antes, ele disse que Jesus comeria manteiga e mel antes de saber sobre o que era certo e errado, ou seja, saberia sobre o que é bom primeiro e depois se exporia ao bem e mal.
Os pais querem expor seus filhos ás malicias e maldades do mundo antes deles saberem diferenciá-los, portanto é preciso uma boa base informal para depois que puderem construir não desmorone seus edifícios.
Lancemos os alicerces da educação em casa. É o que penso.

Instrução doméstica da realidade

Nos últimos anos a educação tem se tornado um tema central em minha vida, minha preocupação com ela vem do crescimento da minha filha e das configurações que o mundo tem tomado. Na pesquisa do IPEA a opinião de divide sobre a situação da educação no Brasil, enquanto para algumas classes e regiões a educação teve melhora, já em outras não e pode até ter piorado.

Vejo hoje uma impossibilidade da educação pública, crianças com 9, 10 anos ou mais com problemas sérios de leitura e aprendizado, não aproveitando sua fase inicial de absorção, cerceando a estrutura básica intelectual e ética.

A questão não é apenas saber ler e escrever, a compreensão do mundo é afetada pelas falhas na educação primária, não se entende o que se lê nem se consegue interpretar o mundo de forma geral, um dos maiores educadores de todos os tempos disse:

“Não basta saber ler que Eva viu a uva. É preciso compreender qual a posição que Eva ocupa no seu contexto social, quem trabalha para produzir a uva e quem lucra com esse trabalho.”

—Paulo Freire, in Educação na Cidade, 1991

Educação é dar opções, é dar o poder da escolha, de julgar e entender quando é julgado, é muito mais profundo que profissionalizar, é ter a sabedoria da decisão, da ciência dos direitos e deveres como ser humano, a educação dá olhos para apreciar o mundo, ouvidos para discernir vozes, narinas para identificar cheiros, sensibilidades para tocar, é a compreensão da realidade, portanto sem ela somos seres vegetativos.

Nossos métodos de Ensino Global têm que ser mais completos do que alfabetização da palavra sem decompô-la ou a simples educação de ciências básicas, tem que englobar as diversas áreas do conhecimento e de sua aplicabilidade, tem que incentivar desde cedo a pesquisa e a preocupação com a solução dos problemas, é mostrar a importância do aprendizado na mudança do mundo. É engajá-los numa causa, que tem que ser a nossa. Está faltando a partir da educação básica o incentivo à pesquisa e desenvolvimento de projetos, identificar os problemas e buscar soluções.

Para isso é preciso ter uma visão precisa da realidade, pois o mundo muda e não basta apenas ver o agora e o superficial, para Eva ver a uva alguém teve que zelar pela vide, para isso teve que conhecer agricultura e neste mundo globalizado precisará saber sobre logística de transporte e armazenagem de materiais perecíveis, sobre agronegócios e comércio exterior, tecnologias quase infinitas, desenvolvimento de pesquisas para a área e a dinâmica de mercado e mais que isso, Eva além de ver a uva, poderá apreciá-la e saboreá-la, admirar seus detalhes e características, desenvolver seu paladar, conhecer a história da uva e o que se pode fazer com ela, colocar todos os seus sentidos na visão da uva, só assim Eva pode ver a uva verdadeiramente.

Educação é o ensino da vida, de como ela tem que ser vivida.

Talvez ache que estou deixando o assunto demais abstruso, porém isso é educação e inicia-se em casa, o primeiro ambiente educacional. A criança desenvolverá aquilo que seus entes de maior importância dão valor, com o intuito da aceitação, portanto se as crianças não gostam de descobrir a realidade (é muito mais que estudar) é por que os que a cercam, ainda não acharam a realidade, portanto a escola é uma extensão da minha casa.

Saiba que educação é mais que ensino de português, matemática e afins, é fornecer várias visões de mundo, não sou professor, por isso falo como pai que deseja que sua filha alce grande vôos.

sexta-feira, 4 de março de 2011

Ah entendi!

É um sentimento diferente que não têm como descrever, desde que a vi pela primeira vez entendi algumas coisas, as loucuras dos poetas fizeram sentidos para mim, me apaixonei de verdade, um sentimento que tomou meu coração, um desejo de abraçar e não soltar mais. Aquela pele macia, tão suave que apenas pode ser tocada com a fina pele do rosto, como se de outra forma maculasse tanta pureza, uma voz que causa tremores no meu peito e remete os meus pensamentos quando dita aquela bendita palavra: Papai! Como em um deslize me vem a mente um relacionamento com Ele, enfim eu entendi, entendi também os profetas, eu entendi Deus.


"Quando Israel era menino, eu o amei, e do Egito chamei o meu filho.


Mas, quanto mais eu o chamava, mais eles se afastavam de mim. Eles ofereceram sacrifícios aos baalins e queimaram incenso os ídolos esculpidos.


Mas fui eu quem ensinou Efraim a andar, tomando-o nos braços; mas eles não perceberam que fui eu quem os curou.


Eu os conduzi com laços de bondade humana e de amor; tirei do seu pescoço o jugo e me inclinei para alimentá-los.”



Ela me ensina coisas que a experiência demorará anos para me proporcionar.



Ágata, obrigado por ser minha filha, é um prazer poder ser seu pai. Vivo para te amar. Você é o maior presente que Deus poderia me dar.


Quem é a Ágata?

Meiga, perspicaz, do contra, inteligentíssima, preguiçosa, empática, meticulosa, carinhosa, chorona como o pai, sociável, tímida e extrovertida assim como o pai e a mãe, bondosa como o próprio nome indica, bela, dramática, esbelta, enxerga VIDA em tudo, mimada, expressiva, tiradora de potoca, sonhadora, rabiscadora de paredes brancas.

É! Essa é a Ágatinha!



Gostaria de deixar registrado o que a Ágata pensa...



Sobre Religião


· Olha Pai! É uma borboleta! (Sobre o Anjo Gabriel na peça de Natal)


· Que horas começa o Show? (Sobre a hora de inicio do culto)


· Então Ele (Deus) não chegou ainda!?!? (Sobre não poder falar alto na “Casa de Deus”, enquanto todos ainda conversavam despreocupadamente)


Sobre Mitos


· Então você é mamãe do papai Noel? (Quando a vovó disse que o presente de natal foi dado pelo papai dela)


· Porque os homens se divertem enquanto as mulheres trabalham? (Sobre ela e a mamãe estarem limpando o quarto e o papai jogando vídeo-game)


Sobre Economia


· Cofrinho!?!?!? (Quando ela vê “qualquer” 50 reais na mesa dando sopa, pergunta balançando o dinheiro)


· Pai, você tem mesmo que ir para o trabalho hoje “comprar” dinheiro??? (Dinheiro é um produto mesmo!!!)


Sobre tamanhos e formas


· Vou crescer e ficar do tamanho do vovô, depois do tamanho da mamãe, depois do papai e depois do tio Uafa! (Sobre o processo de crescimento dela)


· Papai porque você é tão gordinho??? (Sobre o meu processo de crescimento)


· Não posso falar que ele é gordo neh? Ele fica triste! (Falando alto perto de outro gordinho)


Sobre fauna


· Giafa? Giafa? Tio Uafa? (Quando ela viu as semelhanças entre o tio e a Girafa no zoológico)


· Dédo, vai deitar!!! (o vizinho sempre gritava pro cachorro quando fazia muito barulho: "Tobby, vai deitar!", Quando o Dédo chegava bêbado e fazia bagunça, a Ágata dava um gritão)



Sobre esportes


· Vovô vamos jogar cutibol???


· Porque gosto da cor rosa!!! (Questionada por que torcia para o São Paulo)

Mas que droga é essa?

Li recentemente um livro titulado “O CRISTIANISMO É BOM PARA O MUNDO?” um debate entre Douglas Wilson, um apologista guerrilheiro e Christopher Hitchens, um ateu militante, a discussão é puramente acadêmica sem profundidade espiritual.

Tenho procurado um ateu convicto que realmente entende que Deus não é o cristianismo e vice-versa, inocência minha, pois se a esmagadora maioria dos cristãos não sabe como um ateu vai saber?

O cristianismo criou mais ateus do que as aparentes “faltas de provas” da existência de Deus. Desde Bill Maher a Nietzsche, ateus resultado do cristianismo, sabe por quê?

Ainda se pensa que há porta-vozes oficiais de Deus.

Ainda se pensa que não se pode questionar os “lideres”, independente das maluquices.

Ainda se pensa que o templo é a Casa de Deus.

Ainda se pensa que o Reino de Deus é a/ou está na igreja.

Ainda se pensa que igreja é IGREJA ou o Corpo de Cristo.

Ainda se pensa que a Bíblia, apenas os estudados pode entender.

Ainda se pensa que a Bíblia pode ser interpretada independente de Jesus como chave hermenêutica

Ainda se pensa que o programa de igreja é Obra de Deus.

Ainda se pensa que o agir de Deus depende da nossa boa vontade, como se Ele precisasse de nós.

Ainda se pensa que o sacrifício de Cristo não é suficiente, precisa “fazer algo”.

Ainda se pensa que Cristo não levou consigo todas as maldições.

Ainda se pensa que o pecado é mais poderoso que a Graça.

Ainda se pensa que os ditames eclesiásticos é Lei.

Ainda se pensa que autoridade espiritual é cargo na igreja.

Ainda se pensa que “desviado” é quem não freqüenta os cultos.

Ainda se pensa que os filhos do inferno são os não-religiosos.

Ainda se pensa que Deus aprova a Barganha.

Ainda se pensa que inferno é só um lugar e não um estado de ser.

Ainda se pensa que é tarefa humana separar o joio do trigo.

Ainda se pensa que servir a Deus é ter funções dentro da igreja.

Ainda se pensa que o “mundo” são as pessoas e não o sistema.

Ainda se pensa que o importante é se pensar pouco.

Ainda se pensa como o sistema pensa, sem novas percepções econômicas, políticas e sociais.

Ainda se pensa que possuem toda a verdade, estando desta forma longe da Verdade.

Ainda se pensa que os fins justificam os meios.

Ainda se pensar que adorar é ficar cantando e elogiando e não viver de acordo.

Ainda se pensa que Evangelizar é proselitismo.

Ainda se pensa que estão apregoando a mesma mensagem de Jesus.

Apóio a reformulação das bases do que os cristãos acreditam e pensam, pois mostra a incoerência com as premissas básicas de Jesus, que não fundou o cristianismo, mas uma forma de viver. Quanto à pergunta do livro: Desculpa, mas se fosse apenas Jesus, pode ter certeza que a história seria diferente.

Deus é um Bêbado

Don Richardson, no livro Fator Melquisedeque, expõe a influência de Deus nas culturas de povos e nações pagãs ao longo da História.

Para quem não conhece Melquisedeque, Rei de Salém era sacerdote do Altíssimo, um tipo de Cristo, pois não tinha ascendência nem origem.

Era um sacerdócio livre de genealogia e de limites humanos.

Nosso trabalho é enxergá-lo em qualquer lugar que Ele pôde ter deixado Sua Marca, independente do lugar.

Leia esse texto que transcrevi do site do Pava:

Quando nós louvamos a Deus, de acordo com Dionísio, nós começamos com nomes tirados das coisas mais altas, mais divinas: unidade, trindade, bondade, beleza. Mas não há muitos deles, e quanto mais você pensa neles, mais você se dá conta de que, bem, quando se trata de dizer tudo o que há para se dizer sobre Deus, eles não servem muito bem. Então você segue para o próximo nível da existência, onde tem mais nomes e tenta: Deus é um pai, Deus é um Rei, Deus é Senhor, Deus é um pastor, Deus é um servo.

Você poderia prosseguir assim por um tanto de tempo, mas eventualmente vai se dar conta que ainda não é bem suficiente. Então você prossegue falando, louvando a Deus com ainda mais palavras, abrindo a rede do seu louvor até que ele abranja toda a criação, e você se dá conta de que para nomear Deus, para descrevê-lo completamente, você teria que usar todas as palavras que existem; você teria que achá-lo em cada coisa criada: Deus é como um ornitorrinco; Deus é como um lápis; Deus é como uma supernova; Deus é como uma baleia.

Mas você não pode só usar as coisas que são obviamente cool, ou bonitas, ou legais: tudo na criação inteira reflete Deus de alguma forma, e se você quiser fazer o trabalho de nomear Deus integralmente, você tem que ir a lugares menos respeitáveis. Dionísio disse que Deus se ira, que Deus fala palavrão; que Deus se entristece; que Deus dorme e acorda; que Deus se veste com roupas requintadas; Deus é um bêbado; Deus está de ressaca.

Desconfortável, não? Mas aí é que tá: se você não consegue ver algo de Deus nem mesmo na embriaguez, você não está olhando bem o suficiente. Se você está satisfeito em ir à igreja e a cantar as mesmas cinco músicas toda semana, sobre como Deus é Pai, Rei, Pastor, e todos aqueles outros clichês, você não está louvando o suficiente. Se você realmente quer saber quem Deus é, diz Dionísio, você tem que encontrá-lo em todo lugar. Em todo lugar.

Isto, que me impressiona, é um dos melhores argumentos para o conservadorismo, e para preservar culturas e línguas minoritárias. Quando o último Dodô morrer, perderemos uma oportunidade ímpar de compreender quem Deus é. Quando a última pessoa que fala Gaélico morrer, nunca seremos capazes de ver Deus através dos olhos de um Gaelicófono nativo.

Mas é também um ânimo dar boas-vindas à mudança e incentivar inovação: uma nova raça de cachorro significa um novo nome para Deus; nasce o iPod e com ele um novo olhar para o Criador de todas as coisas. Deus está em todo lugar: cultura alta, cultura baixa, animais em extinção, espécies invasivas. Se você não consegue vê-lo, você provavelmente não está olhando bem o suficiente. Deus é um bêbado.

Fonte: http://pavablog.blogspot.com/2010/03/deus-e-um-bebado.html

quinta-feira, 3 de março de 2011

Dá até pra ver o fundo do copo

Difícil encher um copo já cheio, disse a líder Na'vi ao rapaz do filme Avatar, bom é ter o copo vazio, pois quem enche sabe a medida e a qualidade da água, mas como é difícil se esvaziar.

Quem vai reformar sabe como é complexo, é complicado pegar um trabalho em andamento e mudar as regras, mais fácil é começar do zero.

Jesus disse para nos encher dEle, mas cabe Ele em nós? Nossas mentes estão tão cheias de pré-conceitos, formas, métodos e verdades que caberá um novo paradigma?

Disse Nietzsche “As convicções são inimigas mais perigosas da verdade do que as mentiras”.

A nossa certeza da verdade é inimiga da Verdade profunda.

Por isso Jesus disse: Em verdade vos digo que, se não vos converterdes e não vos fizerdes como crianças, de modo algum entrareis no reino dos céus.

Criança é aberta a uma nova constuição, tem uma capacidade enorme de absorção e aprendizado.

É necessário uma nova forma de ver, para isso precisamos desconstruir, desaprender, voltar à estaca zero, mas para quê desconstruir? Para evoluir.

Durante a vida construímos muitos conceitos que nos moldam e guiam, podendo nos levar ao sucesso como para o fracasso, todavia grande parte do nosso entendimento precisa se desenvolver, mudar ou ser simplesmente eliminado para que nasça outro no lugar.

Estou ouvindo o barulho de mudança, desconstrua-se ou torne-se obsoleto!

quarta-feira, 2 de março de 2011

Eu sou a Videira

No Evangelho segundo João capitulo 15, Jesus disse que era a Videira Verdadeira.

João escreveu diversas vezes o pronunciamento de Jesus sobre Ele mesmo, Ele sabia quem era, não apenas isso, Ele sabia sua verdadeira essência, você pergunta para alguém quem é, ele responde indicando a função ou profissão, ou nome e idade, se insistir na pergunta ele vai te fazer um texto enorme sobre quem é, igual ao que escrevi no QUEM SOU EU. Rsrs.

Jesus resumia em duas ou três palavras quem era e o que veio fazer, me impressiona seu autoconhecimento, interessante é Alguém se conhecer tão bem, fazendo várias afirmativas sobre si e os outros como nós O conhecermos tão pouco e a nós mesmos menos ainda.

Se Ele realmente é o quê diz que ser, então não posso mais viver da mesma forma, se Ele é a Videira Verdadeira e nós os ramos, não podendo sub-existir sem estar ligado ao tronco, então esse sou eu, o Ramo, dependente da seiva da videira para existir e produzir.

Ele diz que o Pai é o agricultor que cuida, limpa e poda, se necessário corta e lança fora. Um Ramo não consegue produzir por si mesmo, depende da vide e dos cuidados do lavrador, pois por mais que o ramo tenha força se ele não for podado no tempo certo, não produz.

Ramo, se você estiver ligado à vide, então se acalme, o agricultor cuidará e te limpará, te sangrará como se sangra a vide para que produza, e a Seiva fluirá com toda a força e o resultado será apenas as boas uvas da estirpe da arvore.

Simples e Profundo como toda Verdade.