Com o crescimento econômico houve uma mudança nas classes sociais, adveio uma nova classe média, a Classe C, um grupo de pessoas que são mais consumidoras de roupas de grifes médias, tem um apreço limitado de arte, comumente vai aos cinemas, se divertem em shoppings centers, têm acesso ás faculdades, geralmente particulares, utilizadores de cartões de crédito e parcelamentos.
Como a grande maioria das pessoas desse grupo saiu da classe pobre da população, onde tinha pouco acesso à educação nos anos inicias e hoje tem curso superior, valoriza em tese a educação de seus filhos, todavia acontece uma terceirização da educação das crianças, dando grande importância para a educação formal e detrimento da educação informal.
A educação formal nada mais é que o processo acadêmico/escolar que passamos, do pré ao nível superior, já a educação informal é o delineamento doméstico da base cosmoviosológica dos infantos, ou seja, o ensino doméstico da realidade do mundo, aquilo que chamamos de ensinar as crianças sobre a vida, coisas que não se aprende na escola.
O sucesso na educação formal dependerá inteiramente das bases da educação informal, ou seja, se há uma valorização da educação em casa, provavelmente a criança se envolverá mais na escola, entretanto apenas aquela conversa de “Menino, quer virar lixeiro? Então vai estudar!” não é o suficiente para tornar essas crianças os homens e mulheres sábios de amanhã (sabedoria, segundo Aristóteles, é a habilidade para agir de maneira acertada, é muito mais que inteligencia ou esperteza, ou seja, vai muito além do que o conhecimento formal pode proporcionar), portanto saber apenas as diversas tecnologias e ciencias não implicará necessariamente na utilizade benéfica para o mundo.
A minha geração é uma com bons conhecimentos formais, porém sem muitas preocupações morais ou éticas, Mark Zuckerberg o fundador do Facebook é um exemplo claro.
Quando meus conhecimentos irão ajudar mais do quê os “pobres lá de casa”? Quando todo meu potencial vai beneficiar mais que eu mesmo? Os heróis dessa geração morrem de overdose, já dizia Cazuza, mas de excesso deles mesmos.
Essa geração Y é egoísta graças ás mamães e papais, pela falta da base de educação informal de qualidade e pode ter certeza que a geração Z vai ser pior.
Eu consegui um curso superior com muita luta, mas para minha filha doutorado não vai ser sonho, vai ser realidade, porém minha preocupação vem em dar as bases para ela se tornar uma sábia e não apenas uma inteligente idiota qualquer.
Em Isaias 7:15 o profeta fala sobre a vinda de Jesus 700 anos antes, ele disse que Jesus comeria manteiga e mel antes de saber sobre o que era certo e errado, ou seja, saberia sobre o que é bom primeiro e depois se exporia ao bem e mal.
Os pais querem expor seus filhos ás malicias e maldades do mundo antes deles saberem diferenciá-los, portanto é preciso uma boa base informal para depois que puderem construir não desmorone seus edifícios.
Lancemos os alicerces da educação em casa. É o que penso.
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