Li recentemente um livro titulado “O CRISTIANISMO É BOM PARA O MUNDO?” um debate entre Douglas Wilson, um apologista guerrilheiro e Christopher Hitchens, um ateu militante, a discussão é puramente acadêmica sem profundidade espiritual.
Tenho procurado um ateu convicto que realmente entende que Deus não é o cristianismo e vice-versa, inocência minha, pois se a esmagadora maioria dos cristãos não sabe como um ateu vai saber?
O cristianismo criou mais ateus do que as aparentes “faltas de provas” da existência de Deus. Desde Bill Maher a Nietzsche, ateus resultado do cristianismo, sabe por quê?
Ainda se pensa que há porta-vozes oficiais de Deus.
Ainda se pensa que não se pode questionar os “lideres”, independente das maluquices.
Ainda se pensa que o templo é a Casa de Deus.
Ainda se pensa que o Reino de Deus é a/ou está na igreja.
Ainda se pensa que igreja é IGREJA ou o Corpo de Cristo.
Ainda se pensa que a Bíblia, apenas os estudados pode entender.
Ainda se pensa que a Bíblia pode ser interpretada independente de Jesus como chave hermenêutica
Ainda se pensa que o programa de igreja é Obra de Deus.
Ainda se pensa que o agir de Deus depende da nossa boa vontade, como se Ele precisasse de nós.
Ainda se pensa que o sacrifício de Cristo não é suficiente, precisa “fazer algo”.
Ainda se pensa que Cristo não levou consigo todas as maldições.
Ainda se pensa que o pecado é mais poderoso que a Graça.
Ainda se pensa que os ditames eclesiásticos é Lei.
Ainda se pensa que autoridade espiritual é cargo na igreja.
Ainda se pensa que “desviado” é quem não freqüenta os cultos.
Ainda se pensa que os filhos do inferno são os não-religiosos.
Ainda se pensa que Deus aprova a Barganha.
Ainda se pensa que inferno é só um lugar e não um estado de ser.
Ainda se pensa que é tarefa humana separar o joio do trigo.
Ainda se pensa que servir a Deus é ter funções dentro da igreja.
Ainda se pensa que o “mundo” são as pessoas e não o sistema.
Ainda se pensa que o importante é se pensar pouco.
Ainda se pensa como o sistema pensa, sem novas percepções econômicas, políticas e sociais.
Ainda se pensa que possuem toda a verdade, estando desta forma longe da Verdade.
Ainda se pensa que os fins justificam os meios.
Ainda se pensar que adorar é ficar cantando e elogiando e não viver de acordo.
Ainda se pensa que Evangelizar é proselitismo.
Ainda se pensa que estão apregoando a mesma mensagem de Jesus.
Apóio a reformulação das bases do que os cristãos acreditam e pensam, pois mostra a incoerência com as premissas básicas de Jesus, que não fundou o cristianismo, mas uma forma de viver. Quanto à pergunta do livro: Desculpa, mas se fosse apenas Jesus, pode ter certeza que a história seria diferente.
1. O raciocínio de um religioso, embora possa parecer sempre lógico para os crentes, costuma ser muito singular. Nesse debate entre o ateu Christopher Hitchens e o teólogo-pastor Douglas Wilson, tal singularidade se observa. O pastor Wilson é bacharel em estudos clássicos e mestre em filosofia, tendo escrito vários livros.
ResponderExcluirLogo na orelha do livro-debate o teólogo diz: “Christopher Hitchens manifesta uma enorme indignação moral, mas, em face do [seu] ateísmo, gostaria que ele explicasse o porquê dessa indignação. Se Deus não existe, quem está preocupado com moral?”
Os religiosos estão tão condicionados ao seu Deus que mesmo sendo Wilson um mestre em filosofia, ele e seus pares não conseguem perceber que a ética independe de qualquer crença religiosa. Ela é um produto intrínseco à vida em sociedade. É tão essencial que até os bandidos têm sua moral, a despeito de ser uma ética peculiar, á semelhança da norma tribal – só deles – pois não tem o caráter da universalidade, como deve ser.
O Iluminismo e também as religiões contribuíram muito para a ética, mas esta decorre sobretudo da própria necessidade da convivência humana.
Como eu disse no Divina Magia, “Será que precisamos de um Deus para achar que é importante ter solidariedade pelos outros, ter preocupação com o sofrimento das pessoas e até dos animais, ser honesto, ser responsável, reconhecer a dignidade de cada um? Será que precisamos de um Deus para achar que é errado matar, furtar, roubar, violentar, torturar, estuprar, etc? Por outro lado, segundo pesquisas nas prisões, 100% dos homicidas acreditam em um Deus”.Assis Utsch ( www.divinamagia.com.br )
Tão singular quanto os pensamentos dos religiosos são os conceitos de moral e ética. Debate entre americanos sobre moral? Quem vai opinar sobre o que eles tratam? Um brasileiro? Não eu.
ResponderExcluirNosso entendimento moral tem sido alterado ao longo dos anos, nem sempre para melhor.
Não escravizamos mais negros e índios, mas fazemos um obeso odiar seu corpo. Quem define a pureza moral entre sociedades sobre “Solidariedade”? Ninguém! O conceito varia de sociedade para sociedade, cultura para cultura, individuo para individuo, uns respeitam mais os mais velhos, outros nem tanto.
Moral não tem necessariamente a ver com direito! Segundo Kant, a moral inicia-se a partir do momento que você consegue colocar-se no lugar do próximo.
Interessante é que até animais tem senso de moral! Observe um cachorro ao aprontar algo que ele considera mal aos olhos do seu dono e verá seu comportamento.
Entretanto, nossa moral tem que evoluir, como você disse: “Ela é um produto intrínseco à vida em sociedade”, vejo que em Deus, e não na religião, meu processo de humanização, sendo Ele meu protótipo de moral perfeita.
Pois se Jesus foi um mero personagem de estórias e devaneios, considero os homens que o inventaram os maiores da História.
Quando foi feito esse censo sobre homicidas e deístas? E os homicidas foras das Prisões?
Amigo, considero tão perigoso quanto uma religiosidade cega teu ateísmo piedoso.
Abraços