Finalidade

Mais do que escrever, gosto de ler o quê escrevo. O motivo é simples, eu mudo e mudo muito rápido, escrevo hoje e amanhã me acho estúpido.

Portanto, escrevo para mim, como um louco que escreve uma carta para ele mesmo e alguém o questiona sobre o quê está escrito, ele responde: Não sei, não recebi ainda!

Este é um diário público, um registro histórico, um raio-X da minha mente num dado momento da História, textos sem pretensões, limitados e um pouco pobre de gramática, mas rico em conteúdo, misturo leigamente algumas das ciências que estudo, misturo algumas linhas de pensamentos que acredito que sejam mais importantes, afinal não estou seguindo uma regra definida.

Caso algum texto contribua para algo, sinta-se em casa, mas saiba que você está na minha cabeça, está me lendo.

Como disse meu amigo e xará Fernando Pessoa: "Não escrevo em português. Escrevo eu mesmo."


sexta-feira, 4 de março de 2011

Mas que droga é essa?

Li recentemente um livro titulado “O CRISTIANISMO É BOM PARA O MUNDO?” um debate entre Douglas Wilson, um apologista guerrilheiro e Christopher Hitchens, um ateu militante, a discussão é puramente acadêmica sem profundidade espiritual.

Tenho procurado um ateu convicto que realmente entende que Deus não é o cristianismo e vice-versa, inocência minha, pois se a esmagadora maioria dos cristãos não sabe como um ateu vai saber?

O cristianismo criou mais ateus do que as aparentes “faltas de provas” da existência de Deus. Desde Bill Maher a Nietzsche, ateus resultado do cristianismo, sabe por quê?

Ainda se pensa que há porta-vozes oficiais de Deus.

Ainda se pensa que não se pode questionar os “lideres”, independente das maluquices.

Ainda se pensa que o templo é a Casa de Deus.

Ainda se pensa que o Reino de Deus é a/ou está na igreja.

Ainda se pensa que igreja é IGREJA ou o Corpo de Cristo.

Ainda se pensa que a Bíblia, apenas os estudados pode entender.

Ainda se pensa que a Bíblia pode ser interpretada independente de Jesus como chave hermenêutica

Ainda se pensa que o programa de igreja é Obra de Deus.

Ainda se pensa que o agir de Deus depende da nossa boa vontade, como se Ele precisasse de nós.

Ainda se pensa que o sacrifício de Cristo não é suficiente, precisa “fazer algo”.

Ainda se pensa que Cristo não levou consigo todas as maldições.

Ainda se pensa que o pecado é mais poderoso que a Graça.

Ainda se pensa que os ditames eclesiásticos é Lei.

Ainda se pensa que autoridade espiritual é cargo na igreja.

Ainda se pensa que “desviado” é quem não freqüenta os cultos.

Ainda se pensa que os filhos do inferno são os não-religiosos.

Ainda se pensa que Deus aprova a Barganha.

Ainda se pensa que inferno é só um lugar e não um estado de ser.

Ainda se pensa que é tarefa humana separar o joio do trigo.

Ainda se pensa que servir a Deus é ter funções dentro da igreja.

Ainda se pensa que o “mundo” são as pessoas e não o sistema.

Ainda se pensa que o importante é se pensar pouco.

Ainda se pensa como o sistema pensa, sem novas percepções econômicas, políticas e sociais.

Ainda se pensa que possuem toda a verdade, estando desta forma longe da Verdade.

Ainda se pensa que os fins justificam os meios.

Ainda se pensar que adorar é ficar cantando e elogiando e não viver de acordo.

Ainda se pensa que Evangelizar é proselitismo.

Ainda se pensa que estão apregoando a mesma mensagem de Jesus.

Apóio a reformulação das bases do que os cristãos acreditam e pensam, pois mostra a incoerência com as premissas básicas de Jesus, que não fundou o cristianismo, mas uma forma de viver. Quanto à pergunta do livro: Desculpa, mas se fosse apenas Jesus, pode ter certeza que a história seria diferente.

2 comentários:

  1. 1. O raciocínio de um religioso, embora possa parecer sempre lógico para os crentes, costuma ser muito singular. Nesse debate entre o ateu Christopher Hitchens e o teólogo-pastor Douglas Wilson, tal singularidade se observa. O pastor Wilson é bacharel em estudos clássicos e mestre em filosofia, tendo escrito vários livros.
    Logo na orelha do livro-debate o teólogo diz: “Christopher Hitchens manifesta uma enorme indignação moral, mas, em face do [seu] ateísmo, gostaria que ele explicasse o porquê dessa indignação. Se Deus não existe, quem está preocupado com moral?”
    Os religiosos estão tão condicionados ao seu Deus que mesmo sendo Wilson um mestre em filosofia, ele e seus pares não conseguem perceber que a ética independe de qualquer crença religiosa. Ela é um produto intrínseco à vida em sociedade. É tão essencial que até os bandidos têm sua moral, a despeito de ser uma ética peculiar, á semelhança da norma tribal – só deles – pois não tem o caráter da universalidade, como deve ser.
    O Iluminismo e também as religiões contribuíram muito para a ética, mas esta decorre sobretudo da própria necessidade da convivência humana.
    Como eu disse no Divina Magia, “Será que precisamos de um Deus para achar que é importante ter solidariedade pelos outros, ter preocupação com o sofrimento das pessoas e até dos animais, ser honesto, ser responsável, reconhecer a dignidade de cada um? Será que precisamos de um Deus para achar que é errado matar, furtar, roubar, violentar, torturar, estuprar, etc? Por outro lado, segundo pesquisas nas prisões, 100% dos homicidas acreditam em um Deus”.Assis Utsch ( www.divinamagia.com.br )

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  2. Tão singular quanto os pensamentos dos religiosos são os conceitos de moral e ética. Debate entre americanos sobre moral? Quem vai opinar sobre o que eles tratam? Um brasileiro? Não eu.

    Nosso entendimento moral tem sido alterado ao longo dos anos, nem sempre para melhor.
    Não escravizamos mais negros e índios, mas fazemos um obeso odiar seu corpo. Quem define a pureza moral entre sociedades sobre “Solidariedade”? Ninguém! O conceito varia de sociedade para sociedade, cultura para cultura, individuo para individuo, uns respeitam mais os mais velhos, outros nem tanto.
    Moral não tem necessariamente a ver com direito! Segundo Kant, a moral inicia-se a partir do momento que você consegue colocar-se no lugar do próximo.

    Interessante é que até animais tem senso de moral! Observe um cachorro ao aprontar algo que ele considera mal aos olhos do seu dono e verá seu comportamento.
    Entretanto, nossa moral tem que evoluir, como você disse: “Ela é um produto intrínseco à vida em sociedade”, vejo que em Deus, e não na religião, meu processo de humanização, sendo Ele meu protótipo de moral perfeita.
    Pois se Jesus foi um mero personagem de estórias e devaneios, considero os homens que o inventaram os maiores da História.
    Quando foi feito esse censo sobre homicidas e deístas? E os homicidas foras das Prisões?

    Amigo, considero tão perigoso quanto uma religiosidade cega teu ateísmo piedoso.

    Abraços

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